Com vista a acelerar a transformação do setor agrícola e reforçar a agroindústria nacional, o Fundo Soberano de Angola (FSA) assinou dois memorandos de entendimento que representam investimentos estratégicos para o futuro da economia do país.
O primeiro protocolo, celebrado com a Noble Group, visa a instalação de um projeto agroindustrial de grande escala, avaliado em 250 milhões de dólares, nas províncias do Bengo e de Malanje. O empreendimento permitirá o processamento anual de 150 mil toneladas de açúcar, assegurando ao mesmo tempo a produção de 36 milhões de litros de álcool, numa destilaria equipada com tecnologia de ponta.
O segundo acordo, rubricado com a Tropical Green, Fruits and Vegetables, prevê a criação de uma fazenda agrícola de mil hectares no Huambo, destinada à produção de abacates para exportação. Este investimento, de 43,5 milhões de euros, surge como parte de uma estratégia de diversificação da pauta exportadora, criando novas oportunidades para pequenos e médios produtores locais integrados na cadeia de fornecimento.
As assinaturas ocorreram na sede do Banco de Poupança e Crédito (BPC), em Luanda, em cerimónia realizada à margem da reunião da Equipa Económica do Executivo, sob a coordenação do ministro de Estado José de Lima Massano.
Segundo o Ministério do Planeamento, os projetos não apenas consolidam a estratégia nacional de diversificação económica, como também respondem a objetivos cruciais de segurança alimentar e nutricional, de criação de empregos qualificados e de aumento da produção agrícola com maior valor acrescentado.
No mesmo eixo de desenvolvimento, a província de Benguela acolherá brevemente um novo investimento no Pólo Industrial da Catumbela, onde a empresa JF Fonseca prepara-se para erguer uma fábrica de polpas de frutas, inserida no programa Transforma Aqui. O investimento, estimado em 779 milhões de kwanzas, vai potenciar a utilização de matérias-primas locais como mangas, maracujás e ananases, garantindo uma produção anual de 362 toneladas de polpa — distribuída em 50% de maracujá, 25% de manga e 25% de ananás. Para o Director Geral, Sílvio Botelho, o projecto traduz-se numa oportunidade de reduzir as importações e aumentar a competitividade das exportações angolanas, promovendo a substituição de produtos importados por soluções nacionais de qualidade.
