Banco Africano de Energia assegura 44% do capital inicial

Foto: DR

O Banco Africano de Energia (AEB, na sigla em inglês), cuja criação está prevista para o quarto trimestre de 2025, já mobilizou 44% dos 5 mil milhões de dólares necessários para a sua capitalização inicial, segundo informações avançadas durante a conferência Angola Oil & Gas 2025, realizada em Luanda.

O projeto começou a ser delineado em 2022, na capital angolana, e visa constituir uma instituição financeira supranacional independente, criada para financiar a exploração de recursos energéticos no continente africano. O AEB nasce de uma parceria estratégica entre a Organização dos Países Africanos Produtores de Petróleo (APPO) e o Banco Africano de Exportação-Importação (Afreximbank), com o objetivo de apoiar a segurança energética, o desenvolvimento económico e a transição justa para energias renováveis.

Segundo o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás de Angola, o AEB “posiciona Angola como centro de decisões energéticas africanas”, reforçando a autonomia financeira do continente e promovendo soluções adaptadas às realidades dos países produtores.

A decisão sobre a data oficial de lançamento deverá ser tomada na próxima reunião ministerial da APPO. Inicialmente prevista para junho, a estreia do banco foi adiada, mas mantém-se confirmada para este ano.

No último Conselho de Ministros da APPO, ficou estabelecido que cada um dos 18 países membros deverá contribuir com um mínimo de USD 83,33 milhões para a capitalização da instituição. O nome do presidente do banco ainda não foi anunciado.

Durante a conferência, Omar Farouk Ibrahim, secretário-geral da APPO, salientou o papel estratégico da nova instituição:
“África não pode continuar dependente de potências externas para financiar o seu petróleo e gás. O continente deve controlar os mecanismos de financiamento da sua própria indústria, criar a tecnologia de que necessita e desenvolver o seu próprio mercado para os recursos petrolíferos e gasíferos”.

O AEB, de acordo com a estrutura proposta, será liderado pelo sector privado, com a APPO e o Afreximbank a deterem participação maioritária. A instituição não estará sob supervisão de nenhum banco central, afirmando-se como um instrumento pan-africano de financiamento soberano da energia.

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