As economias em desenvolvimento, em particular as africanas, enfrentam o risco de um choque severo nos custos de combustível e de alimentação caso a crise no Golfo Pérsico se agrave sem intervenção internacional.
O alerta parte do presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, que projecta um cenário de petróleo acima dos 200 dólares por barril se o conflito não for travado a tempo.
As crescentes perturbações no Estreito de Ormuz — por onde passa uma fatia significativa do abastecimento energético mundial — estão já a alimentar receios sobre a estabilidade do mercado global do petróleo, com impacto directo nos preços praticados nos países mais vulneráveis.
Num discurso proferido numa conferência sobre energia no Cairo, al-Sisi foi directo ao apelo:
“Digo ao Presidente Trump: ninguém pode impedir a guerra na nossa região, no Golfo, a não ser você.”
O chefe de Estado egípcio sublinhou que Washington permanece a única potência capaz de evitar uma guerra regional de maior escala, instando Donald Trump a intervir de forma decisiva antes que a situação se torne irreversível.
A inação, advertiu al-Sisi, não é uma opção neutra — as suas consequências seriam sentidas muito além do Médio Oriente, atingindo em cheio as economias mais frágeis do continente africano e do mundo em desenvolvimento.
