Angola abre a primeira refinaria de ouro no primeiro semestre de 2026

Angola abre a primeira refinaria de ouro no primeiro semestre de 2026 Angola abre a primeira refinaria de ouro no primeiro semestre de 2026

Angola prepara-se para dar um passo histórico no sector mineiro. A primeira refinaria de ouro do país deverá iniciar operações no primeiro semestre de 2026, com capacidade para processar cerca de 20 quilogramas de ouro por dia, anunciou o director nacional dos Recursos Minerais, Paulo Tanganha.

A infraestrutura está localizada no município de Viana, em Luanda, e tem as obras de construção civil e o apetrechamento já concluídos. Encontra-se actualmente na fase de comissionamento e ajustes técnicos finais, que antecedem o arranque da operação comercial.

Abastecimento como principal desafio

Paulo Tanganha sublinhou que um dos principais desafios do subsector passa pelo aumento da produção de ouro, de forma a garantir o abastecimento contínuo da refinaria. A capacidade instalada de 20 quilogramas por dia exige um fluxo regular de matéria-prima proveniente das zonas de extracção, o que pressupõe o desenvolvimento paralelo da actividade mineira de ouro no interior do país.

A refinaria representa um passo relevante na cadeia de valor do sector, permitindo a Angola processar o mineral em território nacional em vez de exportá-lo em estado bruto, agregando valor e retendo mais receita no país.

Diamantes: Angola ultrapassa Botswana em 2025

À margem das jornadas técnicas e científicas do Dia do Trabalhador Mineiro, o responsável revelou que o sector mineiro angolano tem cumprido e, em alguns casos, superado as metas do Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027.

O exemplo mais expressivo é a produção de 15 milhões de quilates de diamantes em 2025, um desempenho que colocou Angola acima do Botswana — o tradicional líder africano na produção diamantífera — num marco histórico para o país.

Apesar da actual pressão nos preços internacionais do diamante, Angola mantém níveis elevados de produção e aposta na definição de estratégias internas para garantir a sustentabilidade do sector. O elevado potencial geológico do país, nomeadamente na descoberta de novas chaminés quimberlíticas, é apontado como um dos principais trunfos para o desenvolvimento futuro da actividade.

Fonte da Matéria

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *