A Louis Vuitton apresentou na Watches & Wonders 2026, em Genebra, o modelo Tambour Taiko Arty Automata, que rompe com a estética tradicional da alta‑relojoaria ao priorizar cor, movimento e influências psicadélicas.
O mostrador colorido figura como elemento central. Compõe‑se de 20 peças esmaltadas manualmente, combinando técnicas de champlevé e pintura em miniatura, empregando 23 tonalidades distintas.
A linguagem visual lembra a animação e a cultura gráfica das décadas de 1960 a 1990, apresentando imagens figurativas, contrastes intensos e uma composição volutariamente não convencional.
A dimensão artística reforça‑se pelo carácter artesanal: cada mostrador pode exigir mais de 250 horas de execução, através de múltiplas cozeduras para fixação do esmalte. Destacam‑se detalhes como um olho com pestanas feitas a partir de plumas naturais de aves em miniatura e a inscrição “Move” na dianteira do relógio.
Todos os componentes estéticos integram‑se na mecânica. Ao pressionar o botão lateral às 8 horas, sete animações ativam‑se — corações rotativos, globo ocular móvel, nuvens e estrelas — enquanto o tourbillon volante às 6 horas permanece em funcionamento contínuo e um submostrador às 3 horas apresenta horas e minutos.
No interior, o calibre automático LFT AU05.01, desenvolvido pela La Fabrique du Temps, trabalha a 4 Hz e oferece cerca de 65 horas de reserva de marcha.
A caixa Tambour Taiko, de 42 mm, é forjada em ouro branco de 18 quilates e incorpora uma luneta com 48 safiras e rubis de corte baguete organizados em gradiente cromático, posicionados para não prejudicar a leitura do mostrador.
Embora não catalogado como edição limitada, a produção será reduzida devido à complexidade do processo e à capacidade da manufatura em Genebra.
Com preço de 490 mil euros, incluindo IVA, o relógio representa uma peça de alta‑relojoaria que privilegia a diferenciação estética e a execução artesanal.
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