A Heineken voltou a marcar presença como cerveja oficial e patrocinadora do NOS Alive, onde mais uma vez deu o nome a um dos palcos do festival. Entre as várias ativações de marca na Heineken House, o evento foi escolhido para lançar em Portugal o ‘Clinker’, uma pulseira inteligente pensada para aproximar os fãs através da música. Em entrevista à Forbes Portugal, a responsável de marketing da Heineken em Portugal, Catarina Ferraz, explica a estratégia e a importância de uma marca de cerveja premium estar presente num festival como o NOS Alive. E salienta como a música, uma paixão que une diferentes pessoas, é uma ferramenta para que a marca de cariz global tenha uma relevância local cada vez maior. Questionada sobre se a Heineken poderá ser um naming sponsor de um evento no futuro, Catarina Ferraz sublinha que, no curto prazo, não está a ser avaliado ainda que admita que se surgirem as oportunidades poderá ser uma hipótese. Até lá, a marca está também presente no Brunch Electronik Lisboa, no NEOPOP e no YARD, estes com uma vertente de música eletrónica. E vai ser também a cerveja oficial do concerto do David Guetta, em Lisboa.
A Heineken marcou presença em mais uma edição do NOS Alive. Qual a importância estratégica desta aposta?
O NOS Alive é um festival muitíssimo importante para a Heineken. É um dos maiores festivais em Portugal, é tudo sobre música, que é de facto uma paixão muito grande que une as pessoas, e a Heineken, como marca global que procura sempre ter uma relevância cada vez maior a nível local, o que está a trazer este ano para o NOS Alive, no fundo é um conceito que é também o da grande campanha que tem este ano, que é “Os fãs têm mais amigos”. A campanha que vamos ter o verão inteiro no ar, é também isso que nós queremos traduzir na vivência que os festivaleiros puderam ter no NOS Alive. E começou desde a Estação de Algés e depois em todo o recinto, quer no palco da Heineken, no Bar Central, e, obviamente, quando chegamos à Heineken House, ao nosso stand, que é onde queremos, de facto, proporcionar uma experiência muito diferente. E queremos comprovar que a música une as pessoas através dessa paixão. E, aqui surge o ‘Clinker’ uma tecnologia e uma inovação grande da Heineken, que foi lançado no Coachella, já esteve também no Nameless Festival em Itália, e que agora veio para o NOS Alive.
Foi uma estreia no mercado português?
É uma estreia total em Portugal. É uma tecnologia, uma pulseira inteligente, que, através de um simples brinde, consegue perceber se nós fazemos matchs a nível de gostos musicais. Basicamente, as pessoas têm de fazer o login no QR Code do ‘Clinker’, ativam o seu perfil de Spotify, e depois colocam a pulseira no copo e vão de brinde em brinde com outras pessoas, ver qual é que é, no fundo, o match que fazem a nível dos gostos musicais. E, portanto, certamente, a partir daí, virão muitas conversas, é uma oportunidade para socializar de forma diferente, alargar as nossas ligações, as conexões que fazemos. E é muito isso que a Heineken procura fazer: elevar a vida social de todos os fãs, de todos os festivaleiros, e trazer, de facto, a música como paixão que une pessoas para o centro da conversa.
Este ano, além do NOS Alive, vão estar noutros festivais de música?
Sim, este ano vamos estar, como temos vindo a fazer nos últimos anos, no Brunch Electronik Lisboa, no NEOPOP, e, portanto, aqui, mais com uma predominância da música eletrónica, no YARD também. O NOS Alive é talvez o festival mais eclético e onde todos os estilos musicais, e daí também a importância de trazermos o ‘Clinker’, todos os estilos musicais entram e fazem parte da experiência do NOS Alive. Este ano, também, vamos ser a cerveja oficial do concerto do David Guetta em Lisboa, e vai ser um momento também importante. Há vários eventos de música durante todo o verão, e também é muito importante para nós essa questão de não termos apenas um grande evento, mas estarmos em vários momentos durante o verão, portanto, todos estes festivais vão tendo sempre várias datas, e, assim, durante todo o verão, conseguimos contar esta história dos fãs que têm mais amigos, e conseguimos, de facto, trazer experiências diferentes aos festivaleiros.
E que ganhos têm conseguido retirar desta vossa associação à música? Conquistam novos públicos?
A música é uma plataforma muito importante. A música é a maior área de entretenimento e de interesse dos portugueses. Mais de 80% dos portugueses gostam de música e identificam-se com música, seja ela qual for. É certamente, uma forma muito relevante de uma marca como a Heineken, que é uma marca premium, e também uma marca de cerveja, entra muito bem com todos estes momentos, é uma plataforma muito importante para chegar a todos os targets, até porque a música é, de facto, intergeracional, é muito eclética, e, portanto, conseguimos chegar a muitos targets. É também uma forma de ativar muito importante, e, portanto, tudo o que sejam festivais, as pessoas vão com uma predisposição para interagir com as marcas. Portanto, é muito importante também aí. E, sem dúvida, a relação que a Heineken tem com a música é reconhecida pelos portugueses, e, mais ainda, a relação que a Heineken tem com o NOS Alive. A Heineken é vista como um dos maiores parceiros que o NOS Alive tem, dentro do recinto, tem imensa visibilidade, mais não seja nos copos. Cada pessoa é um mini embaixador da Heineken, sempre que vai com o copo na mão. É mesmo muito, muito relevante para a construção da marca em Portugal, a forma como trabalhamos música.
E é só em Portugal que tem esta presença na música, ou nos outros mercados também?
É transversal. A música é uma das plataformas mais importantes para a Heineken, da mesma forma que o futebol e que a Fórmula 1. É transversal e, depois, cada mercado, até porque existem poucos eventos ou festivais que sejam globais, e, portanto, normalmente são locais. Cada país tem os seus festivais e cada mercado vai ativando da sua forma. Nós, em Portugal, temos estes ativos e temos estas parcerias que são muito importantes, e, depois, cada mercado tem a sua. Mas é, sem dúvida, uma plataforma importante. Inclusive, a campanha global da Heineken também foca muito a música.
Equacionam no futuro ser um naming sponsor de um evento em Portugal?
Vamos avaliando as oportunidades da forma como elas surgem. Sabemos também que a forma como ativamos música e a relação que temos com a música não tem de ser necessariamente via naming sponsor. O NOS Alive é um grande exemplo disso. Não é nada que, neste momento, estejamos, no curto prazo, a avaliar, mas, certamente, se oportunidades surgirem e se fizerem todo o sentido, claro que sim.
Este ano qual o lançamento que está a marcar a presença no mercado?
Posso falar da Nectarine Juniper, que é o novo sabor do 0.0. A cerveja 00, em Portugal, tem vindo, assim como, genericamente, no mundo inteiro, e muito na Europa, tem vindo a crescer muito. São novas tendências e novas formas de consumo. O consumidor também está a mudar a forma como olha para a cerveja e, sem dúvida, a moderação é algo que está na ordem do dia. A Heineken é percebida, a nível internacional, como uma marca pioneira e líder em tudo o que é conversa à volta de 0.0. E, portanto, a Heineken 0.0, em Portugal, é a cerveja preferida dos portugueses. E, portanto, com toda esta história de sucesso que a Heineken tem, também em 0.0, este ano fez-nos todo o sentido de lançar um novo sabor, e sermos a primeira marca a chegar ao mercado, com um novo sabor 00, que se chama Nectarine Juniper. É uma cerveja com sumo de limão e notas de nectarina e de zimbro, muito refrescante e que, sem dúvida, vai ser uma oferta diferente para quem gosta de experimentar 0.0, também com um sabor diferenciador e para o verão vai ser, sem dúvida, uma grande aposta. Já está disponível no mercado.
E qual o perfil dos consumidores? Será para os mais jovens?
A ideia é sempre que seja uma cerveja acessível a todos, que todos possam identificar. Agora, não escondendo, obviamente, que, até pelo perfil que a cerveja tem, é uma cerveja com um perfil, normalmente, mais jovem, às vezes mais apreciada pelas mulheres, porque é uma cerveja mais doce, o amargor não está tão presente. A ideia é ser, de facto, muito complementar, que uma pessoa que queira beber uma cerveja 0.0 não tenha sequer a barreira do sabor, caso, por alguma razão, não goste de cerveja lager típica. É tentar tirar quaisquer barreiras que existam a um consumo de 00, sem ter razão aparente, sem nenhum complexo. Também queremos trazer alguma coolness e fazer que 0.0 seja uma escolha óbvia e natural.
Em termos de alguns indicadores de quota de mercado?
É a cerveja preferida dos portugueses, sim. Dos testes de mercado que fizemos ainda no início do ano, foi a cerveja que saiu como a preferida dos portugueses, sim.
Se tivesse de resumir Heineken numa frase qual seria?
Heineken é uma cerveja internacional que procura localmente ser cada vez mais relevante, uma cerveja premium e que quer muito elevar a vida social, neste caso, dos fãs de música.
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