O Corredor do Lobito deve ser encarado não apenas como uma infra-estrutura de transporte, mas como uma plataforma económica capaz de gerar novos investimentos, desenvolver cadeias de valor e criar condições para o crescimento de sectores como a agricultura, as pescas, a indústria e a logística. A ideia foi defendida por André Reigota, responsável Regional pelo Sector de Infra-estruturas do Standard Bank Group, durante a VI Conferência Economia Azul, realizada na quarta-feira, 16 de Setembro, em Luanda.
Orador no painel “Portos e Corredores Logísticos: Infra-estrutura para impulsionar a Indústria e o Comércio Marítimo”, André Reigota destacou a importância de desenvolver, em torno do Corredor do Lobito, um ecossistema de infra-estruturas e actividades económicas capaz de potenciar o investimento e aumentar o valor gerado ao longo da sua extensão.
“O Corredor do Lobito é claramente uma plataforma económica. A ferrovia é essencial, mas o verdadeiro valor económico será gerado pelo desenvolvimento do ecossistema ao longo do corredor, através de plataformas logísticas, centros de distribuição, armazéns e do desenvolvimento da agricultura, outros sectores primários e da indústria de transformação”, afirmou André Reigota, responsável Regional pelo Sector de Infra-estruturas do Standard Bank Group.
Ecossistema pode aumentar escala da produção agrícola
Na perspectiva de André Reigota, o desenvolvimento deste ecossistema poderá contribuir para aumentar a escala da produção agrícola, melhorar as condições de escoamento e criar novas oportunidades para a indústria de transformação, tornando o corredor mais atractivo para o investimento privado.
A discussão sobre o Corredor do Lobito esteve integrada num debate mais abrangente sobre as condições necessárias para mobilizar financiamento para infra-estruturas e actividades produtivas em Angola.
Previsibilidade é essencial para tornar projectos financiáveis
Para André Reigota, responsável Regional pelo Sector de Infra-estruturas do Standard Bank Group, um projecto torna-se financiável quando demonstra uma necessidade económica real, apresenta os riscos devidamente identificados e distribuídos, e dispõe de uma estrutura financeira capaz de suportar o investimento ao longo do tempo.
“A banca lida bem com riscos, mas lida mal com a incerteza. Portanto, a previsibilidade é fundamental”, sublinhou André Reigota, responsável Regional pelo Sector de Infra-estruturas do Standard Bank Group.
Standard Bank de Angola destaca-se no financiamento ao sector primário
O responsável destacou ainda o potencial da agricultura, das pescas e de outros sectores primários, salientando o compromisso do Standard Bank de Angola com o financiamento destas actividades e das respectivas cadeias de valor.
“O Standard Bank foi, durante alguns anos consecutivos, o maior financiador dentro do programa do Aviso 10 do BNA, que visa exactamente fomentar a cadeia de valor do sector primário. E, portanto, essa é a demonstração clara do compromisso que o Banco tem com o sector primário e com o desenvolvimento da sua cadeia de valor”, afirmou André Reigota, responsável Regional pelo Sector de Infra-estruturas do Standard Bank Group.
Sobre a conferência
Subordinada ao tema “Do Potencial Marítimo ao Fomento Industrial – Infra-estruturas Portuárias e de Transporte, Transformação e Novas Cadeias de Valor”, a VI Conferência Economia Azul reuniu decisores públicos, gestores de infra-estruturas, empresários, investidores e especialistas para reflectir sobre os desafios e oportunidades associados ao desenvolvimento dos sectores produtivos ligados ao mar.
