Etu Energias conclui quase 1 bilião USD em fusões e aquisições e prepara IPO para 2026

Foto: César Magalhães

A petrolífera angolana Etu Energias anunciou ter concluído, nos últimos três anos, transações no valor acumulado de quase 1 bilião de dólares em operações de fusões e aquisições, reforçando a sua estratégia de expansão e diversificação do portefólio em Angola.

A informação foi avançada nesta quarta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração, Edson dos Santos, durante a sua intervenção na Conferência e Exposição Angola Oil & Gas 2025, o maior evento do sector petrolífero no país.

Estratégia ambiciosa até 2030

De acordo com o responsável, a Etu Energias definiu como meta atingir uma produção diária de 80 mil barris de petróleo até 2030, sustentada por uma estratégia ambiciosa de exploração, desenvolvimento e redesenvolvimento de activos.

Actualmente, a empresa tem em curso:

• 8 Projectos de Exploração,

• 10 Projectos de Desenvolvimento,

• 7 Projectos de Redesenvolvimento.

“Com o objectivo de aumentar a produção de petróleo para 80 mil barris por dia até 2030, a Etu Energias lidera uma ambiciosa estratégia de exploração e produção de petróleo para extrair maior valor dos recursos. Estão em curso oito projectos de exploração, 10 de desenvolvimento e sete de redesenvolvimento”, sublinhou Edson dos Santos.

Operações em curso

No offshore angolano, a Etu Energias iniciou, em Julho de 2025, actividades de perfuração no Bloco 2/05. O programa de trabalho contempla três poços de desenvolvimento, um poço de exploração e cinco intervenções técnicas em poços já existentes.

Segundo o PCA, os estudos de exploração do Bloco 2/05 deverão estar concluídos em 2025, com perfurações adicionais planeadas para o biénio 2025/2026.

IPO em 2026

Para viabilizar a execução da sua estratégia e garantir os recursos necessários aos novos projectos, a Etu Energias pretende lançar uma Oferta Pública Inicial (IPO) em 2026. A listagem da empresa em bolsa visa captar capital junto de investidores nacionais e internacionais, permitindo financiar projectos de exploração e produção em Angola.