Pelo segundo ano consecutivo, a África do Sul, Namíbia, Botsuana e Marrocos, são os quatro países que lideram o ranking dos 25 países africanos mais atractivos para a mineração.
Segundo avança à Revista África Report, Gana e Zâmbia emergem como os principais desafiantes, seguidos por vários países francófonos que registram aumentos acentuados – e algumas quedas surpreendentes.
Essas mudanças, avança a fonte, reflectem tanto o dinamismo do sector – impulsionado pela corrida por minerais críticos e pelos preços estratosféricos do ouro e do cobre – quanto as crescentes tensões intra-africanas e internacionais.
Para elaborar seu ranking, o Relatório África avaliou cinco critérios: o volume de reservas de 13 minerais principais (bauxita, cobalto, cobre, diamantes, minério de ferro, grafite, lítio, manganês, ouro, níquel, platina, urânio e zinco); o número de projectos em andamento em minerais críticos; o ambiente de negócios e o risco do país; o arcabouço legal e a governança; e a qualidade dainfraestrutura de energia e transporte.
Embora o potencial geológico genuíno seja um pré-requisito óbvio para atrair empresas de mineração, atender aos demais critérios continua sendo crucial para desencadear uma decisão de investimento.
A África do Sul (nº 1) lidera o ranking graças às suas reservas comprovadas – as maiores e mais diversificadas do continente.
O país detém as maiores reservas mundiais de platina e manganês, dois metais essenciais tanto para as indústrias tradicionais quanto para as emergentes. A platina é utilizada em catalisadores automotivos e em tecnologias de hidrogênio verde, enquanto o manganês é um componente fundamental do aço e das baterias.
Logo atrás da África do Sul, a Namíbia, (2º lugar),o Botswana (3º lugar) e Marrocos (4º lugar) destacam-se precisamente pela sua estabilidade jurídica e ambientes de negócios favoráveis .
As suas reservas de minerais críticos também são um factor importante. A Namíbia é rica em urânio – uma fonte de energia com baixas emissões de carbono – bem como em cobre, grafite e lítio. Marrocos beneficia de recursos de cobre e cobalto.
Na parte inferior do ranking, alguns países sofrem com graves problemas de governação, com realce para o Zimbábue (18º lugar) e o Níger.
As posições mais baixas também são ocupadas por países considerados “novas fronteiras”, como Angola (23º lugar), Malawi (24º lugar) e Uganda (20º lugar), onde as reservas conhecidas são mais limitadas. Caso os investidores invistam em maior número, as futuras edições do ranking poderão apresentar um cenário bem diferente.
A metodologia de classificação analisa o potencial de 13 minerais estratégicos utilizando uma abordagem multidimensional: embora as reservas geológicas (50% da pontuação) e o dinamismo dos projectos em curso (10%) constituam a base da avaliação, o nosso modelo também atribui um peso significativo ao ambiente operacional.
Assim, 40% da pontuação final baseia-se na capacidade concreta dos Estados para desenvolver esses recursos, medida de forma justa através da qualidade da governação, da gestão de riscos e do ambiente empresarial, bem como da maturidade das infraestruturas.
As fontes de dados utilizadas são múltiplas, incluindo, entre outras, o Fraser Institute, Coface, o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), Critical Minerals: Pivotal Outlook e theglobaleconomy.com .
Os dados dessas fontes foram padronizados e harmonizados, e a cada critério foi atribuída uma pontuação de 0 a 100. Quando faltavam dados, foi atribuída a pontuação 0 ao critério correspondente no cálculo da pontuação final.
