Angola recebe 50 milhões de euros para criar oportunidades na agricultura

Angola recebe 50 milhões de euros para criar oportunidades na agricultura Angola recebe 50 milhões de euros para criar oportunidades na agricultura

Angola reforça a sua aposta na modernização do sector agroalimentar. O Governo assinou hoje, em Luanda, com a União Europeia, um Acordo de Financiamento de 50 milhões de euros, destinado ao Projecto AGRINVEST – Oportunidades e Competitividade nas Cadeias de Valor Agroalimentares do Corredor do Lobito.

O acordo foi formalizado pelo Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme, em representação do Estado angolano, e pela Embaixadora da União Europeia em Angola, Rosário Bento Pais. Este investimento coloca Angola no centro de uma estratégia ambiciosa para desenvolver cadeias de valor agrícolas sustentáveis, competitivas e capazes de alimentar o crescimento económico do país.

O AGRINVEST tem como missão preparar as organizações agrícolas angolanas para novos padrões de gestão e produção, promovendo cooperação entre empresas e fazendas âncora, melhorando infraestruturas logísticas e sistemas de armazenamento e transporte, e facilitando o acesso ao financiamento. O objectivo é aumentar a produção e eficiência, garantindo segurança alimentar e desenvolvimento sustentável, alinhado com o Plano de Desenvolvimento Nacional 2023–2027.

O projecto, com duração prevista de seis anos, envolverá directamente os Ministérios da Agricultura, Indústria e Comércio, Transportes, e os governos provinciais de Benguela, Huambo, Bié, Moxico e Moxico Leste, regiões estratégicas pelo seu potencial agrícola.

O AGRINVEST resulta de um processo participativo e nacional, com a contribuição de ministérios, governos provinciais, administrações municipais, ONG e parceiros internacionais, e será executado em cooperação com agências da União Europeia, garantindo assessoria técnica especializada e coordenação eficiente.

Para Angola, este projecto representa uma oportunidade única de transformar o sector agrícola, abrir novos mercados, gerar empregos e consolidar a posição do país como potência emergente no Corredor do Lobito.

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