O Banco de Fomento Angola (BFA) encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados que confirmam a solidez do seu modelo de negócio e a resiliência da sua posição financeira num contexto macroeconómico de gradual estabilização.
O Resultado Líquido do primeiro semestre fixou-se em 117 337,2 milhões de kwanzas, um crescimento de 1,6% face ao período homólogo, sustentado pelo aumento simultâneo da Margem Financeira em 14,7% e da Margem Complementar em 32,5%. O Produto Bancário total ascendeu a 248 912,2 milhões de kwanzas, mais 18,5% do que em igual período de 2025.
A expansão da Margem Financeira foi impulsionada pelo crescimento de 34,5% nos proveitos de títulos do Tesouro em moeda nacional e de 8,9% nos proveitos de crédito. A Margem Complementar beneficiou do reforço expressivo dos Resultados Cambiais, que cresceram 41,5% face ao ano anterior, e das comissões líquidas, que avançaram 21,8%.
Balanço em crescimento, depositantes em número recorde
O Activo Total do BFA atingiu 4 506 073,3 milhões de kwanzas a 30 de Junho de 2026, um crescimento de 5,3% face a Dezembro de 2025. Os Recursos de Clientes ascenderam a 3 455 451,9 milhões de kwanzas, mais 7,6% do que no final do ano anterior, reforçando a posição dominante dos depósitos como principal fonte de financiamento do banco — representam 76,7% da estrutura total de financiamento.
Os Depósitos à Ordem registaram um crescimento expressivo de 21,1%, com particular destaque para os depósitos em Moeda Nacional, que subiram 29,3% para 1 411 032,6 milhões de kwanzas. O banco encerrou o semestre com 3 648 263 clientes, mais 136 843 do que em Junho de 2025, reflectindo o alargamento consistente da sua base de utilizadores.
A taxa de penetração dos cartões de débito subiu para 55,6% e a do BFA Net avançou para 9,3%, sinais de crescimento gradual dos canais digitais.
Capital robusto, eficiência em melhoria
O Rácio de Fundos Próprios Regulamentares manteve-se em 39,8%, 1,0 ponto percentual acima do registado em Dezembro de 2025 e muito acima do mínimo de 8,0% exigido pelo Banco Nacional de Angola. A posição de capital do BFA permanece uma das mais sólidas do sistema financeiro angolano.
O rácio de cost-to-income melhorou para 38,0%, uma redução de 2,9 pontos percentuais face ao período homólogo, evidenciando ganhos de eficiência operacional apesar do crescimento de 17,0% nos custos de estrutura. O ROE situou-se em 29,6% e o ROA em 5,4%.
A qualidade da carteira de crédito manteve-se controlada, com o rácio de crédito vencido em 1,6% e uma cobertura por imparidade de 514,4%, a mais elevada dos últimos períodos reportados.
Compliance reforçado e presença institucional activa
No plano da governação, o BFA implementou uma nova plataforma de AML e reforçou a sua Direcção de Compliance com 11 novos recursos, respondendo às exigências regulatórias associadas ao Aviso n.º 03/2026 do BNA e às obrigações decorrentes da inclusão de Angola na lista cinzenta do GAFI. Foram reportadas 91 Declarações de Operações Suspeitas à Unidade de Informação Financeira no semestre.
Entre Abril e Junho de 2026, o banco marcou presença em iniciativas de relevo como o Fórum de Sustentabilidade by INAPEM, o Workshop Acelerador Empresarial, o fórum AAPAbacate dedicado ao agronegócio, e as Jornadas Científicas do Hospital Pediátrico David Bernardino, reafirmando o seu compromisso com o desenvolvimento económico e social de Angola.
Fonte: Relatório de Actividade do 2.º Trimestre de 2026 e Balancete 2T2026, Banco de Fomento Angola
