Executivo avança para reforma fiscal no sector aéreo para reforçar competitividade

Executivo avança para reforma fiscal no sector aéreo para reforçar competitividade Executivo avança para reforma fiscal no sector aéreo para reforçar competitividade

O ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, reafirmou o compromisso do Executivo em promover uma revisão do modelo fiscal do sector aéreo, com vista à sua racionalização, previsibilidade e alinhamento com as melhores práticas internacionais.

A posição foi apresentada esta terça-feira, 7 de Abril, na abertura do 2.º Conselho Consultivo da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), realizado sob o lema “Carga Fiscal no Sector Aéreo: Impactos, Desafios e Sustentabilidade”.

Durante a intervenção, o governante alertou que um quadro fiscal desajustado pode afectar directamente o sector, reduzindo a competitividade das companhias aéreas, dificultando a entrada de novos operadores e limitando a expansão de rotas, factores que condicionam o crescimento da aviação civil em Angola.

“O futuro do sector aéreo em Angola dependerá menos dos diagnósticos já feitos e mais da qualidade das decisões que formos capazes de tomar e executar”, afirmou.

Ricardo D’Abreu sublinhou ainda que a carga fiscal deve ser analisada de forma integrada, tendo em conta o conjunto de políticas públicas, o ambiente regulatório e a dinâmica do mercado. Segundo o ministro, o objectivo não passa por reduzir receitas públicas, mas sim garantir um sistema equilibrado que não penalize o desenvolvimento do sector.

Angola enfrenta, segundo o responsável, o desafio de assegurar a sustentabilidade financeira e regulatória, ao mesmo tempo que cria condições para atrair operadores e reforçar a conectividade, tirando partido do novo aeroporto como plataforma regional.

Dados apresentados pela ANAC indicam que, em 2025, o sector empregava 8.372 trabalhadores, distribuídos entre nove companhias nacionais (apenas uma de operação regular), dez companhias internacionais, 27 prestadoras de serviços auxiliares, quatro centros de formação e uma base de manutenção.

Entre 2023 e 2025, o movimento de aeronaves cresceu, em média, 1,7%, com um aumento de 2,7% em 2025 face ao ano anterior. O tráfego de passageiros registou uma evolução moderada, com crescimento médio de 1,3% e um acréscimo homólogo de 3,8% em 2025.

Já o transporte de carga caiu 9% no período, evidenciando constrangimentos estruturais e reforçando a necessidade de reformas para dinamizar o sector e melhorar a sua competitividade.

Fonte da Matéria

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *