O brasileiro Marcus Weyll, CEO da Imbono — plataforma operacional criada pelo fundo britânico Gemcorp para executar projectos de infraestrutura em mercados emergentes —, visita Lusaka entre 23 e 24 de Abril de 2026 para explorar possíveis investimentos na Zâmbia.
A deslocação insere-se numa estratégia de expansão continental que tem Angola como principal hub operacional do grupo em África.
A Imbono foi criada pela Gemcorp Capital — gestora de activos focada em mercados emergentes que já mobilizou mais de nove mil milhões de dólares, maioritariamente em África — para resolver um problema recorrente no continente: projectos financiados que nunca chegam a ser concluídos.
Com sede em Dubai e Angola como base operacional africana, a plataforma actua nas áreas de energia, água, logística e segurança alimentar, com um pipeline de projectos estimado em até dez mil milhões de dólares. 
A relação entre a Gemcorp e Angola é estrutural e de longa data. O grupo financia o Estado angolano desde 2015 e é o principal accionista da refinaria de Cabinda, a primeira construída no país desde a independência. 
Em 2025, a Gemcorp lançou a Kassai, uma sociedade gestora de activos em Angola liderada por Walter Pacheco, antigo CEO da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), com o objectivo de mobilizar capital nacional e internacional para financiar o crescimento da economia angolana. 
No plano pan-africano, a Gemcorp Capital associou-se ao Fundo Soberano de Angola (FSDEA) para criar um Fundo Pan-Africano de Infraestruturas com uma meta de capitalização de 500 milhões de dólares, destinado a financiar projectos nas áreas de energia, água, segurança alimentar e minerais críticos. 
O FSDEA comprometeu um investimento inicial de 50 milhões de dólares, podendo aumentar até 200 milhões, enquanto a Gemcorp contribuirá com até 50 milhões adicionais, esperando-se que o restante seja mobilizado junto de investidores globais. 
A visita a Lusaka sinaliza que o apetite do grupo vai além das fronteiras angolanas. A Imbono conta já com cerca de 600 colaboradores directos e aproximadamente dez mil trabalhadores indirectos através de subcontratados, operando também na República Democrática do Congo, no Gana, no Quénia e na África do Sul. 
