Inflação desacelera para 10,11% e completa 23 meses de queda consecutiva

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A inflação em Angola prosseguiu a sua trajectória de desaceleração em Junho de 2026, com o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) a registar uma variação homóloga de 10,11%, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa representa uma redução de 0,76 ponto percentual face a Maio de 2026 e uma desaceleração de 9,62 pontos percentuais em relação a Junho de 2025, período em que a inflação se situava nos 19,73%.

Com este resultado, a inflação homóloga completa 23 meses consecutivos de desaceleração — uma trajectória que teve início em Agosto de 2024 e que coloca Angola significativamente abaixo da meta de inflação anual fixada pelo Banco Nacional de Angola (BNA) para 2026, estabelecida em 13,5%. A taxa de Junho situa-se 3,39 pontos percentuais abaixo desse referencial.

A classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral de preços, com uma contribuição de 6,53 pontos percentuais. Seguiram-se “Transporte” com 0,73 ponto percentual, “Bens e serviços diversos” com 0,54 ponto percentual e “Saúde” com 0,46 ponto percentual.

A nível regional, o comportamento dos preços revela disparidades significativas. As províncias com menor variação de preços foram o Huambo (7,53%), a Lunda Norte (7,65%) e o Cunene (7,75%). No extremo oposto, Cabinda registou a maior taxa de inflação do país, com 15,22%, seguida de Malanje (12,93%) e Moxico (11,66%).

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