Kassai Capital injeta 50 mil milhões Kz no BNI e assume controlo de 70% do banco

A Kassai Capital, sociedade gestora criada pela Gemcorp em 2024, vai proceder à capitalização do Banco de Negócios Internacional (BNI) no valor de 50 mil milhões de kwanzas (cerca de 54,1 milhões USD), através da aquisição de 70% do capital social da instituição. A operação será realizada por via do Fundo Fénix, que tem como objectivo reforçar a solvência e a capacidade operacional do banco.

A informação foi confirmada pelo Presidente do Conselho de Administração da Kassai Capital, Walter Pacheco, à Forbes África Lusófona, momentos após a apresentação do Kassai Curto Prazo, o mais recente fundo especial de investimento da gestora.

Segundo o responsável, o aumento de capital visa tornar o banco mais robusto, reforçar a sua liquidez e consolidar a sua posição competitiva num mercado bancário cada vez mais exigente. “A ideia é tornar o banco mais robusto e melhorar a liquidez para fornecer os melhores serviços e produtos”, afirmou.

Kassai Curto Prazo: um dos maiores fundos do segmento

Apresentado com um valor inicial de 19 mil milhões de kwanzas (20,5 milhões USD), o Kassai Curto Prazo nasce já como um dos maiores fundos nacionais do seu segmento. A sua estratégia de investimento assenta em três pilares:

  • Liquidez elevada

  • Preservação de capital

  • Reduzida exposição ao risco

O fundo dirige-se a um leque alargado de investidores — desde perfis conservadores até investidores com maior apetite por diversificação — e cumpre integralmente as normas da Comissão do Mercado de Capitais (CMC).

Gestora quer criar um novo centro de gravidade para o investimento nacional

A Kassai Capital assume como objectivo estratégico a construção de uma plataforma de investimento moderna, transparente e capaz de mobilizar poupança nacional para sectores estruturantes. Segundo Walter Pacheco, o foco passa por aproximar os investidores das melhores oportunidades do mercado angolano e por contribuir para a competitividade e maturidade do sistema financeiro.

Com a entrada maioritária no BNI, a sociedade gestora passa a deter um papel relevante na reconfiguração do banco e na sua trajectória futura, num contexto em que a estabilização e o reforço de capitais próprios têm sido factores decisivos no sector bancário angolano.

Fonte: Forbes África Lusófona

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *