Licenças de construção caem 47% em Angola em 2025, mas dimensão das obras aumenta

Licenças de construção caem 47% em Angola em 2025, mas dimensão das obras aumenta Licenças de construção caem 47% em Angola em 2025, mas dimensão das obras aumenta

A aprovação de licenças para construção recuou acentuadamente em 2025, após um pico no ano anterior, mas o aumento da área bruta licenciada indica uma mudança para projectos de maior escala, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística. 

Angola aprovou 866 licenças de construção de edifícios em 2025, uma queda de 47% face às 1.633 registadas no ano anterior, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O recuo surge depois de, em 2024, se ter atingido o valor mais elevado dos últimos cinco anos, período abrangido pelo Inquérito sobre Licenças Aprovadas para Construção de Edifícios (ILACE).

As novas construções representaram 96,54% das licenças aprovadas, num total de 866, tendo sido registadas apenas 19 licenças para renovações e 11 para alterações. A habitação e o comércio mantiveram-se como os principais destinos das obras.

A habitação familiar liderou com 721 licenças, correspondendo a 83,26% do total, seguida pelo comércio, com 97 licenças (11,20%). As igrejas representaram 1,85% das licenças, os parques de estacionamento ou garagens 1,39% e as escolas ou colégios privados 1,27%. Hotéis e restaurantes, escritórios e hospitais ou clínicas registaram valores residuais, inferiores a 0,5%.

A maioria das licenças foi emitida para pessoas singulares, num total de 810 (93,53%). As empresas privadas obtiveram 26 licenças, as cooperativas de habitação 13 e o Governo sete, número idêntico ao das instituições sem fins lucrativos.

Apesar da quebra no número de licenças, a área bruta total licenciada aumentou para 1.392.789 metros quadrados, face a 1.157.952 em 2024, o que aponta para uma tendência de projectos de maior dimensão.

Em termos de área, a habitação familiar representou 788.661 metros quadrados (56,62% do total), enquanto as pessoas singulares concentraram 896.407 metros quadrados, ou seja, 64,36%.

Geograficamente, a província do Cuanza Sul liderou em número de licenças, com 264 (30,48%), seguida do Zaire, com 101 (11,66%), e de Luanda, com 75 (8,66%).

Já em área bruta licenciada, Benguela destacou-se com 366.592 metros quadrados (26,32%), seguida de Malanje, com 240.780 metros quadrados (17,29%), e de Luanda, com 156.594 metros quadrados.

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