A Presidência da República desafiou as empresas a reforçarem o investimento na formação e valorização dos quadros nacionais, num momento em que o Governo procura acelerar a qualificação da mão de obra e aproximar o ensino das necessidades do mercado. O apelo surge no quadro do Programa de Acção do Capital Humano 2023-2037, que está a ser apresentado como um dos eixos centrais da estratégia de desenvolvimento do país.
O país conta com uma população de 36,6 milhões de pessoas, maioritariamente, cerca de 76%, abaixo dos 35 anos. Há 4,5 milhões de crianças e jovens, com idades compreendidas entre o 5 e os 18 anos, fora do sistema de ensino. Entre os adultos, só 5% completou o ensino superior. Neste contexto, o Governo pede apoio às empresas para que invistam no capital humano.
Segundo a mensagem difundida pelo Gabinete de Quadros da Presidência, o envolvimento do sector privado é considerado essencial para responder aos desafios da educação, da formação técnico-profissional e da produção de conhecimento. A aposta inclui parcerias com empresas para apoiar escolas, centros de formação, investigação e iniciativas ligadas à modernização do ensino.
A iniciativa enquadra-se na preocupação das autoridades com a escassez de profissionais qualificados em várias áreas e com a necessidade de criar condições para que mais jovens tenham acesso a formação especializada. O Governo defende que o reforço do capital humano é uma condição indispensável para aumentar a produtividade, diversificar a economia e atrair mais investimento.
O programa em curso prevê ainda acções de apoio à formação de professores, investigadores e gestores escolares, além de projectos ligados ao ensino técnico e ao desenvolvimento de competências adaptadas às exigências do mercado. A ideia é envolver não só o Estado, mas também empresas e parceiros sociais numa resposta mais ampla aos desafios da qualificação em Angola.
A mensagem da Presidência procura, assim, lançar um sinal ao tecido empresarial: investir em pessoas deve ser visto não apenas como responsabilidade social, mas como uma aposta estratégica no futuro económico do país.
