African Bank of Oman defende reforço do compliance na transformação digital do sistema financeiro africano

African Bank of Oman defende reforço do compliance na transformação digital do sistema financeiro africano African Bank of Oman defende reforço do compliance na transformação digital do sistema financeiro africano

O African Bank of Oman (ABO) defendeu a necessidade de assegurar que a transformação digital do sistema financeiro africano seja acompanhada por mecanismos de compliance, segurança e gestão de risco capazes de responder à evolução dos novos canais e modelos de transacção.

A posição foi defendida por Walter Fernandes, Chief Compliance Officer do ABO, à margem da sua presença na 9.ª edição do Diálogo do Sector Público e Privado do Grupo de Combate ao Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG), realizada em Kigali, no Ruanda, nos dias 4 e 5 de Setembro.

A presença no encontro antecedeu a presença do CEO, Dinis Mendes, e dos administradores Nadya Inglês e Bruno Bastos, no AIM Congress, no Dubai, promovido pela Câmara de Comércio dos Emirados Árabes Unidos (EAU), que termina a 9 de Setembro.

Inovação e compliance devem reforçar-se mutuamente

Para o ABO, a expansão dos pagamentos instantâneos, plataformas móveis, abertura digital de contas e soluções baseadas em dados e inteligência artificial pode contribuir para tornar os serviços financeiros mais acessíveis e promover a inclusão financeira. Ao mesmo tempo, esta evolução exige o reforço da segurança, da protecção de dados e dos mecanismos de prevenção do branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e financiamento da proliferação.

“A inovação, a inclusão financeira e o compliance não devem ser tratados como objectivos concorrentes. Quando existe uma abordagem baseada no risco, tecnologia adequada, qualidade de informação e cooperação entre os sectores público e privado, estes três elementos podem reforçar-se mutuamente”, afirmou Walter Fernandes.

O Chief Compliance Officer do ABO considera igualmente que a eficácia dos sistemas de compliance deve ser avaliada não apenas pela existência de políticas e procedimentos, mas pela capacidade efectiva de identificar e mitigar riscos. Neste contexto, a qualidade dos dados de KYC, a monitorização das operações e a cooperação entre instituições financeiras, reguladores e autoridades assumem uma importância crescente.

CEO do ABO destaca papel dos EAU na aproximação de capital internacional a Angola

No Dubai, onde decorre o AIM Congress, o CEO do ABO, Dinis Mendes, destaca a importância da ligação do Banco à Câmara de Comércio dos Emirados Árabes Unidos (EAU), da qual é membro, enquanto oportunidade para aproximar Angola de investidores e parceiros dos EAU e, em sentido inverso, facilitar a ligação de empresas angolanas aos mercados do Golfo. O Banco destaca oportunidades nos sectores da logística, minerais críticos, energia, agro-indústria e infra-estruturas, bem como em operações que envolvam joint ventures, projectos de infra-estruturas, aquisições e concessões.

Para Dinis Mendes, a aproximação entre capital internacional e oportunidades em Angola depende também da capacidade de preparar projectos com estruturas que permitam aos investidores compreender e absorver os riscos associados.

“A ligação aos mercados do Golfo permite-nos aproximar dois ecossistemas empresariais com interesses complementares. O nosso papel é ajudar a reduzir a distância entre investidores que procuram oportunidades e empresas e projectos que precisam de capital, conhecimento e parceiros para crescer”, salienta o CEO do ABO.

O responsável reforça ainda que a função do Banco é “contribuir para transformar oportunidades em operações estruturadas e bancáveis, aproximando capital internacional de projectos concretos em Angola. Isso implica preparar os activos, mitigar os riscos e criar estruturas que permitam distribuir esse risco entre diferentes investidores e instituições”.

As duas presenças nos fóruns internacionais reflectem o posicionamento do African Bank of Oman enquanto banco corporativo com vocação internacional, combinando conhecimento do mercado angolano com uma rede de relações nos mercados do Golfo e capacidade de estruturação financeira segundo padrões internacionais.

Sobre o African Bank of Oman

O African Bank of Oman, S.A. (ABO) é uma instituição bancária angolana, com sede em Luanda, orientada para o serviço a clientes corporativos e institucionais. O banco actua nas áreas de banca transaccional, financiamento do comércio internacional, operações cambiais, gestão de tesouraria e assessoria financeira corporativa, apoiando operações económicas e financeiras entre Angola, o Médio Oriente e outros mercados internacionais. Licenciado pelo Banco Nacional de Angola, o ABO opera com base em elevados padrões de governação, controlo interno e gestão de risco, assumindo um compromisso com a transparência, a conformidade regulatória e o desenvolvimento sustentável.

Fonte: African Bank of Oman (ABO).

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