A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a Sonangol Exploração & Produção anunciaram esta quinta-feira, 6 de Agosto de 2026, a conclusão bem-sucedida das operações de perfuração e teste do poço de avaliação Katambi-2, localizado no Bloco 24 da Bacia de Benguela. As operações foram concluídas na terça-feira, 4 de Agosto.
O poço foi perfurado a 1,3 quilómetros do Katambi-1 — poço perfurado entre 2014 e 2015 — e atravessou dois intervalos produtivos com aproximadamente 331 metros de espessura total. Os reservatórios identificados apresentam porosidade média entre 9% e 12% e permeabilidade superior à registada no poço anterior, confirmando a qualidade geológica da estrutura.
Resultados dos testes iniciais
Os testes de produção registaram caudais estabilizados de 41 MMscfd de gás e 1.160 barris por dia de condensados, sem presença de água ou sulfureto de hidrogénio. A ausência destes elementos reforça a viabilidade económica do desenvolvimento e simplifica os processos de extracção e tratamento, reduzindo custos operacionais associados.
Uma avaliação preliminar dos resultados indica que o poço tem potencial para produzir mais de 100 MMscfd — valor que, a confirmar-se em fases subsequentes de desenvolvimento, posicionaria a descoberta como um activo de peso na estratégia gasífera nacional.
A ANPG e a Sonangol E&P assinalaram ainda um marco técnico relevante: o Katambi-2 é o primeiro poço em Angola a realizar um teste de fluxo completo — designado DST Completo — num reservatório de gás não associado, estabelecendo um precedente metodológico para futuras operações no país.
Contexto estratégico
A descoberta surge num momento em que Angola aprofunda a sua estratégia de valorização do gás natural como recurso complementar ao petróleo — tanto para consumo interno como para exportação, no quadro do projecto Angola LNG e de eventuais expansões de capacidade instalada.
O Bloco 24, operado pela Sonangol Exploração & Produção sob concessão da ANPG, integra a Bacia de Benguela, uma das fronteiras exploratórias com maior actividade recente no offshore angolano.
Os próximos passos relativos ao desenvolvimento da descoberta Katambi não foram detalhados no comunicado conjunto das duas entidades.
