O navio que vai mudar o petróleo angolano: tudo sobre o FPSO Kaminho

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Está a ser construído na China o navio que poderá redefinir o futuro petrolífero de Angola.

O FPSO Kaminho — Unidade Flutuante de Produção, Desenvolvimento e Transferência de petróleo bruto — tem potencial para produzir 200 milhões de barris ao longo da sua vida útil, a uma média de 75 mil barris por dia, nos campos Cameia e Golfinho, na Bacia do Kwanza.

As obras de reconversão, a decorrer nos estaleiros da CMHI em Nangtong, estão já a 50% de conclusão.

Foi precisamente para constatar esse avanço que uma comitiva angolana, chefiada pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, visitou os estaleiros nos dias 8 e 9 de Abril.

A delegação incluiu a Administradora da ANPG, Ana Miala, o Director-Geral da TotalEnergies Angola, Martin Deffontaines, o PCA da Sonangol EP, Sebastião Gaspar Martins, e técnicos do MIREMPET e parceiros do Bloco 20.

“Teremos a realização de uma nova província petrolífera em Angola, o que permitirá aumentar a credibilidade dos investidores na Bacia do Kwanza, possibilitando o fortalecimento da nossa economia com a arrecadação de mais receitas para o Estado”, afirmou Ana Miala no local.

O projecto não se resume ao crude: estima-se um potencial de gás de 1 trilião de pés cúbicos, reforçando a capacidade nacional de ultrapassar 1 milhão de barris por dia. Enquanto a reconversão do casco avança na China, componentes do pacote SURF — instalados no fundo do mar — estão a ser fabricados nos estaleiros da Petromar, no Ambriz, província do Bengo, com 90% de trabalhadores angolanos.

O Kaminho é pioneiro: é o primeiro projecto da Bacia do Kwanza, composta pelos campos Cameia (231 milhões de barris estimados) e Golfinho (141 milhões de barris).

Quando estiver concluído, terá gerado mais de 10 milhões de horas de trabalho — no mar e em terra angolana.

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