Stephen Colbert encerra “The Late Show” com discurso dirigido à audiência
Apresentador reforça a ligação emocional entre equipa e espectadores no último programa transmitido pela CBS
No último episódio de “The Late Show”, Stephen Colbert abriu a transmissão com um fala direta ao público, incluindo quem assistia a partir de casa, algo fora do protocolo habitual do programa americano. O apresentador explicou que habitualmente conversa apenas com a audiência presente no estúdio, mas decidiu alargar a conversa a todos os telespectadores.
Colbert referiu o programa como a “Máquina de Alegria”, alusão à banda do late‑show liderada por Louis Cato – “Louis Cato and the Great Big Joy Machine”. Brincou ainda que a banda “roubou” o nome e que, se necessário, já tinham iniciado um litígio, sugerindo que eram “melhores no “advogado”.
Ele ressaltou que a produção de mais de 1.800 episódios ao longo de 11 anos exigia que o programa funcionasse como uma engrenagem, mas que fazê‑lo “com alegria” amenizava o desgaste: “Se escolhemos fazer com alegria, dói menos quando os dedos ficam presos nas engrenagens”.
Ao lembrar décadas de colaboração, Colbert afirmou: “Não consigo explicar adequadamente o que as pessoas aqui fizeram umas pelas outras e o quanto significam umas para as outras”. Evocou ainda a frase de abertura do seu programa anterior – “The Colbert Report” – “Qualquer pessoa pode ler as notícias. Eu prometo senti‑las convosco”, salientando que o objetivo não era só comentar a actualidade, mas viver as notícias em conjunto com o público.
Perto do fim da intervenção, colheu a opinião de Louis Cato, que descreveu a relação entre o programa e os espectadores como “emocional e recíproca”. Colbert concordou, concluindo que, embora farão o programa para o público, o que realmente os motiva é fazê‑lo com o público.
Nesse mesmo dia, a CBS cancelou “The Late Show” após 33 anos no ar, decisão vista por Colbert e pelos seus colegas como resultado de pressões exercidas pelo então presidente Donald Trump. Nas semanas precedentes ao encerramento, o programa contou com hóspedes de destaque – o ex‑presidente Barack Obama, o ator Tom Hanks e a apresentadora Oprah Winfrey – que manifestaram apoio à decisão da rede. Na penúltima transmissão, o cantor Bruce Springsteen, crítico fervoroso de Trump, lembrou aos presentes que “és o primeiro tipo nos Estados‑Unidos a perder o programa porque temos um presidente que não tolera uma piada”.
Ao fechar, Colbert repetiu a saudação habitual dos últimos 11 anos: “Tenham um bom programa. Obrigado por estarem aqui. Vamos a isto.”
Colbert despedido da CBS: fim do “The Late Show” provoca reações vire‑voltantes e algo de polémica
O cancelamento do programa à noite da CBS, anunciado como decisão financeira, desperta suspeitas de influência política nos recorrentes embates entre o apresentador Stephen Colbert e a presidência dos Estados Unidos.
Stephen Colbert viu o “The Late Show” abandonado a 2 de abril de 2025 no Ed Sullivan Theatre, na Broadway, New York. A.cancelamento foi comunicado pela CBS como consequência de motivos financeiros, sem conexão com a tentativa da Paramount de aprovar uma fusão de 8,4 mil milhões de dólares com a Skys…
A notícia intensificou a tensão latente entre o humorista e os Estados‑Unidos. Colbert, de 62 anos, tem pautado o seu programa com uma defesa rígida da imigração e críticas sistemáticas ao presidente Donald Trump, a quem acusa de “guerra aberta” contra os media. Em entrevistas, Colbert chegou a qualificar o pagamento de 16 milhões de dólares feito pela Paramount ao antigo presidente como um “grande suborno”.
Desde o seu início no teatro de improviso até ao “Daily Show” (1997) e ao “The Colbert Report” (2005), o cómico tem cultivado uma postura de sardónica desaprovação ao governo republicano. ACB Bay məėje Abraham nhirerd wsôirsinkaharapmäqq[… no further text due to constraint]
Fonte: LUSA
