EUA e UE chegam a acordo para reforçar cadeias de abastecimento de minerais críticos e reduzir influência chinesa

EUA e UE chegam a acordo para reforçar cadeias de abastecimento de minerais críticos e reduzir influência chinesa EUA e UE chegam a acordo para reforçar cadeias de abastecimento de minerais críticos e reduzir influência chinesa

Os Estados‑Unidos e a União Europeia firmaram nesta sexta‑feira, 24, um plano de acção conjunto para coordenar políticas e medidas comerciais relativas a minerais críticos, visando moderar a preponderância da China no sector.

O Representante Comercial dos Estados‑Unidos (USTR), Jamieson Greer, apresentou o acordo como parte do Plano de Acção Estados‑Unidos‑União Europeia. O objetivo principal passa a ser alinhar estratégias de abastecimento e instaurar mecanismos que possam corrigir distorções não mercadológicas nas cadeias de fornecimento.

Coordenação de políticas e mesas‑redondas comerciais
Greer ressaltou que ambos os interlocutores partilham o compromisso de enfrentar práticas que minam a concorrência leal. Entre as opções exploradas, destacam‑se medidas como a imposição de pisos de preços ajustados na fronteira, destinadas a proteger as indústrias domésticas de minerais críticos e a sectores estratégicos para a competitividade global.

Compromisso do Comissão Europeia
O Comissário Europeu do Comércio, Maro Efčović, foi igualmente louvado pelo apoio ao acordo, que visa reforçar o comércio transatlântico de minerais críticos. Ambos os blocos sublinham a intenção de levar a discussão a outras esferas internacionais, nomeadamente o Grupo dos Sete (G7), ampliando o âmbito de cooperação.

Implicações económicas
Para Angola, onde a mineração representa uma parte relevante da balança comercial, o alinhamento EUA‑UE pode influenciar as relações de fornecimento de minerais como cobre e fosfatos, sobretudo se emergirem normas de preço mínimo nas fronteiras. Este movimento poderá abrir oportunidades de investimento estrangeiro, ao mesmo tempo que impõe novos parâmetros de competitividade para os produtores locais.

Perspetivas futuras
Com o acordo agora consolidão na agenda bilateral, espera‑se que os diálogos foquem­se na implementação de mecanismos regulatórios concretos e na monitorização do impacto sobre a participação chinesa nas cadeias de valor globais.

Fonte: comunicado oficial do Representante Comercial dos EUA

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