Tanques e drones israelitas abriram fogo, esta quinta-feira (16), em várias zonas do norte da Faixa de Gaza e na cidade de Rafah, no sul do território, atingindo tendas de refugiados em Mawasi — uma área considerada “zona segura”. A informação foi confirmada pela agência espanhola EFE, que relata novos bombardeamentos apesar do cessar-fogo em vigor desde sexta-feira.
Até ao momento, não há registo de vítimas mortais, mas os ataques reacendem o clima de tensão e levantam dúvidas sobre a durabilidade da trégua, mediada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, com a intervenção diplomática de Egipto, Qatar, Turquia e Arábia Saudita.
O acordo previa a entrega de 20 reféns israelitas vivos pelo Hamas e a devolução de quatro corpos dos 28 cidadãos que se presumem mortos. Em contrapartida, Israel libertou 1.968 prisioneiros palestinianos, incluindo condenados por ataques mortais e cerca de 1.700 detidos por “razões de segurança” desde o início da guerra, em Outubro de 2023.
O conflito foi desencadeado em 7 de Outubro de 2023, após os ataques do Hamas no sul de Israel, que resultaram em 1.200 mortos e 251 reféns. Desde então, a ofensiva israelita deixou mais de 67 mil mortos em Gaza, segundo dados das autoridades locais controladas pelo Hamas, e devastou infra-estruturas civis em todo o enclave.
A continuidade dos ataques, mesmo durante a trégua, lança incerteza sobre os próximos passos das negociações de paz e acentua o sofrimento de uma população já exausta por quase dois anos de guerra e deslocações forçadas.
