Programa Mundial de Alimentos alerta que Líbano enfrenta crise de segurança alimentar

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GENEBRA, 10 ⁠Abr (Reuters) – O Líbano está enfrentando uma ⁠crise de segurança alimentar devido à ofensiva de ‌Israel contra o grupo militante Hezbollah que interrompeu o fornecimento de produtos e elevou os preços, informou o ‌Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas na sexta-feira.

Um frágil cessar-fogo de dois dias interrompeu a campanha de ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã, mas até agora não acalmou a situação no Líbano, ⁠onde ‌Israel começou a bombardear o país, especialmente o ⁠sul, em 2 de março, depois que o Hezbollah disparou contra ele em apoio ao seu patrono, o Irã.

‘O que estamos testemunhando não é apenas uma crise de deslocamento, mas está se tornando rapidamente ​uma crise de segurança alimentar’, disse a diretora nacional do Programa Mundial de Alimentos, Allison Oman, falando ​por meio de um link de vídeo de Beirute.

Ela alertou que os alimentos estavam se tornando cada vez mais inacessíveis devido ao aumento dos preços e da demanda entre as famílias deslocadas.

O Ministério da Economia ‌e do Comércio do Líbano disse ​em um comunicado que os estoques de alimentos do Líbano em nível nacional são suficientes para três a quatro meses, e as cadeias ⁠de suprimentos e ​as operações ​de importação e exportação estão funcionando normalmente nos portos e nas passagens terrestres.

No ⁠entanto, o preço dos ​vegetais subiu mais de 20% e os preços do pão aumentaram 17% desde 2 de março, disse o PMA.

‘O que ​estamos vendo agora é uma combinação muito preocupante: os preços estão subindo, a renda está prejudicada ​e a demanda ⁠está aumentando à medida que o deslocamento continua para muitas famílias’, afirmou ⁠Oman.

O Líbano enfrenta uma crise de duas camadas, na qual alguns mercados entraram em colapso total — especialmente no sul, onde mais de 80% dos mercados não estão mais funcionando — enquanto os de Beirute estão sob crescente pressão, segundo ​Oman.

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