As Nações Unidas afirmaram que países europeus, árabes, assim como os Estados Unidos e o Canadá, mostram-se disponíveis para financiar o plano de reconstrução da Faixa de Gaza, estimado em 70 mil milhões USD. A mobilização surge após a assinatura, no Egipto, de um acordo de paz entre Israel e o Hamas, que pôs fim a dois anos de conflito armado.
O entendimento, celebrado em Sharm el-Sheikh, foi classificado como uma “oportunidade significativa” pela vice-directora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Petya Koeva-Brooks, que apontou para a possibilidade de uma recuperação económica sustentável na região. O FMI declarou-se disponível para apoiar os esforços internacionais não só em Gaza, mas também em países vizinhos duramente afectados pela guerra, como o Egipto e a Jordânia.
Segundo Jaco Cilliers, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a destruição acumulada durante o conflito resultou em 55 milhões de toneladas de escombros — o equivalente a 13 pirâmides de Gizé — o que significa que a reconstrução poderá levar décadas.
O Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, anunciou que o Egipto, em coordenação com os Estados Unidos e parceiros internacionais, vai iniciar o desenho das bases para a reconstrução de Gaza, e propôs acolher uma conferência internacional dedicada à recuperação e desenvolvimento do território.
Paralelamente, no Reino Unido, representantes de países do Médio Oriente e da Europa, acompanhados por instituições financeiras internacionais, estiveram reunidos para discutir o financiamento e a coordenação da reconstrução. O ministro britânico dos Negócios Estrangeiros, Hamish Falconer, sublinhou a urgência de “remover escombros, reconstruir casas, infraestruturas e restabelecer o acesso à educação e à saúde”. Já o gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer reforçou que qualquer plano para o pós-guerra deve ser liderado pelos palestinianos.
Enquanto isso, os planos anteriormente divulgados por Israel e pelos Estados Unidos, que apontavam para transformar Gaza numa “Riviera do Médio Oriente”, não foram abordados nas conversas oficiais que antecederam o acordo.
