Autoridade taiwanesa declara desconhecer pausa anunciada pelo secretário interino da Marinha dos EUA.
Taiwan informou, nesta sexta‑feira, 22, que não recebeu nenhuma notificação sobre a suspensão de uma acordada venda de armas de US$ 14 mil milhões pelos Estados Unidos. O comentário surge após o secretário interino da Marinha dos EUA ter referenciado, perante um comité do Senado, a necessidade de adiar algumas entregas militares para garantir munição suficiente para a chamada operação “Epic Fury” no Irão.
Declarações do secretário interino da Marinha dos EUA
O oficial, Hung Cao, alegou ao Subcomité de Defesa da Comissão de Apropriações que as forças armadas americanas precisavam de tempo para reabastecer os arsenais antes de continuar as exportações. Segundo ele, “depois, as vendas militares ao exterior retomarão quando a administração o considerar necessário”.
Resposta das autoridades taiwanesas
Karen Kuo, porta‑voz da presidência de Taiwan, afirmou que as reportagens foram acompanhadas, mas que “no momento não há informação sobre quaisquer ajustes que os EUA farão nessa venda de armas”. A falta de comunicação oficial reforça a incerteza sobre o futuro do acordo.
Contexto geopolítico
A China considera Taiwan uma província rebelde que deve ser reintegrada, ainda que queira recorrer à força se necessário. Os EUA, que não reconhecem formalmente Taiwan, mantêm‑se como principal fornecedor de equipamento militar da ilha.
Antecedentes do acordo
Em dezembro, a administração republicana de Donald Trump autorizou um pacote de armas de US$ 11 mil milhões para Taipé, cuja execução ainda está pendente. Em janeiro, legisladores americanos aprovaram uma venda separada de US$ 14 mil milhões, mas o acordo não pode avançar até que o presidente o submeta formalmente ao Congresso dos EUA.
