Mais de 20 países aliados da Ucrânia comprometeram-se a retirar o petróleo e o gás russos do mercado internacional como forma de pressionar Vladimir Putin a pôr fim à guerra. O anúncio foi feito durante uma cimeira em Londres, liderada pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, com a presença do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
“Estamos a cortar o financiamento da máquina de guerra russa”, declarou Starmer, sublinhando que o grupo — apelidado de coligação dos dispostos — inclui países europeus, árabes, os Estados Unidos e o Canadá. Nos últimos dias, Washington e Londres sancionaram as maiores petrolíferas da Rússia, enquanto a União Europeia impôs novas restrições ao gás natural liquefeito (GNL) russo.
Zelensky, que esteve em Londres antes de reunir-se com o Rei Carlos III, reforçou que “pressionar Moscovo é a única forma de avançar para a paz”. Ainda assim, não foram anunciados novos envios de mísseis de longo alcance — algo que Kiev reivindica para atingir infra-estruturas estratégicas dentro do território russo.
Apesar da pressão internacional, Putin reagiu com ameaça: “Se armas deste tipo forem usadas contra território russo, a resposta será avassaladora.”
Na mesma cimeira, responsáveis da ONU indicaram que vários países europeus, árabes, EUA e Canadá demonstraram abertura para financiar os 70 mil milhões de dólares necessários para reconstruir Gaza, após o acordo de paz entre Israel e o Hamas assinado no Egipto.
Segundo o PNUD, a guerra deixou 55 milhões de toneladas de escombros — o equivalente a 13 pirâmides de Gizé — tornando a recuperação uma tarefa para décadas.
