João Lourenço reforça agenda diplomática em Nova Iorque e destaca papel estratégico de África

Foto: CIPRA

O Presidente da República, João Lourenço, manteve, este sábado, em Nova Iorque, um encontro de cortesia com o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, no quadro da 80.ª Sessão da Assembleia-Geral da ONU.

Na ocasião, o Chefe de Estado angolano assinou o livro de honra da organização e destacou a relevância das Nações Unidas num contexto internacional marcado por incertezas.

“É sempre uma honra visitar a sede das Nações Unidas e manter uma conversa com o Secretário-Geral, António Guterres, com quem pude falar sobre os desafios que esta prestigiada organização enfrenta no momento actual do mundo, com as suas convulsões e um contexto de imprevisibilidades que nos preocupa a todos”, afirmou João Lourenço.

O estadista angolano manifestou satisfação com a convergência de pontos de vista e com a perspectiva de maior empenho da comunidade internacional na preservação da paz mundial.

Cooperação com os Emirados Árabes Unidos

Já no domingo, o Presidente da República recebeu em audiência o ministro de Estado dos Emirados Árabes Unidos, xeque Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, com quem abordou o reforço das relações bilaterais.

Recorde-se que Angola e os Emirados, com laços diplomáticos desde 1997, assinaram recentemente, em Luanda, 44 instrumentos de cooperação, incluindo acordos sobre isenção de vistos, defesa, finanças públicas, agricultura, energia renovável, saúde, cultura, educação, luta contra a corrupção e inteligência artificial.

Encontros com investidores

À margem da Assembleia-Geral, João Lourenço reuniu-se também com o presidente da empresa turca Pak Yatirim, Nail Olpak, e com o director executivo da África Finance Corporation, Samaila Zubairu, para analisar oportunidades de investimento em Angola.

África como parceiro estratégico

No domingo, enquanto Presidente em exercício da União Africana, João Lourenço participou numa mesa-redonda de alto nível ONU–UA. O Chefe de Estado sublinhou que a capacidade de África para realizar os seus grandes objectivos de desenvolvimento assenta nos seus recursos naturais e mercados em expansão.

Defendeu que, perante a instabilidade geopolítica e económica global, África pode afirmar-se como parceiro estratégico essencial.

“A Agenda 2063 da União Africana traduz a ambição de transformar o continente através da industrialização, modernização de infra-estruturas, integração regional e elevação do bem-estar social das populações”, destacou.

Noutro encontro com investidores internacionais, João Lourenço reforçou que África detém recursos estratégicos cruciais para responder às crises energética e alimentar, como o potencial hidroeléctrico dos seus rios, a energia solar abundante e minerais raros fundamentais para a transição energética e a produção de baterias.

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *