Quem manda na Galp? A resposta passa cada vez mais por Luanda

Quem manda na Galp? A resposta passa cada vez mais por Luanda Quem manda na Galp? A resposta passa cada vez mais por Luanda

A petrolífera estatal angolana reforça a sua presença na maior empresa de energia portuguesa e afirma-se como accionista de referência.

A Sonangol aumentou a sua participação na Galp para 16,9%, depois de a petrolífera portuguesa ter procedido a uma operação de recompra e cancelamento de acções. Em conjunto com a família Amorim, através da holding Amorim Energia, Angola passa a controlar 37,5% da Galp — tornando-se o bloco accionista mais poderoso da empresa.

A participação angolana é detida através da Esperaza Holding BV, veículo criado especificamente para acomodar os interesses da Sonangol na petrolífera lusitana. Uma estrutura discreta, mas com peso crescente nas decisões estratégicas da Galp.

A operação não passou despercebida. Com mais de um terço do capital da Galp nas mãos da Amorim Energia, a influência angolana no sector energético europeu fica reforçada.

Para a Sonangol, trata-se de mais um passo na sua estratégia de internacionalização — e a Galp, com operações relevantes em Angola, é um parceiro natural para essa ambição.

Também o Estado português saiu beneficiado da operação, com a sua participação na Galp a aumentar após o cancelamento das acções recompradas.

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