O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, autorizou a despesa para o desenvolvimento de infra-estruturas integradas do Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango, através do Despacho Presidencial n.º 270/26, de 5 de Agosto.
O projecto está orçado em 73 milhões de dólares norte-americanos e foi integrado no Programa de Investimento Público (PIP 2026). Ao Ministério do Turismo caberá assegurar a condução e o acompanhamento de todos os procedimentos relativos à execução da empreitada.
Uma área de interesse estratégico nacional
A região do Okavango está classificada como Área de Interesse e Potencial Turístico (AIPT), com relevância estratégica nacional. O Executivo identifica-a como um dos activos naturais mais relevantes do país, com condições para posicionar Angola como destino turístico competitivo a nível regional e internacional.
Âmbito do projecto
O investimento contempla a realização de estudos técnicos e a elaboração dos respectivos projectos executivos, a implementação de redes técnicas primárias — energia, abastecimento de água, saneamento e telecomunicações —, a construção de infra-estruturas rodoviárias estruturantes e secundárias, sistemas de drenagem, percursos pedonais, miradouros e áreas de fruição turística.
Segundo o despacho presidencial, a concretização desta infra-estrutura base visa criar condições para atrair investimento privado, viabilizar a construção de unidades hoteleiras e expandir a oferta turística na região, fortalecendo as cadeias de valor associadas ao sector.
Enquadramento na estratégia de diversificação
O despacho presidencial reafirma o papel do turismo como um dos motores do desenvolvimento económico e social do país — orientação que tem vindo a ganhar peso institucional, com a recente reestruturação do Ministério do Turismo e a criação de uma Secretaria de Estado dedicada à gestão de activos e concessões turísticas.
A infra-estruturação de zonas com elevado potencial natural, como o Okavango, insere-se na lógica de que a atracção de investimento privado depende da existência prévia de condições básicas de acesso, energia e saneamento — factores que, até à data, têm limitado o desenvolvimento turístico de áreas remotas do território angolano.
