Espanha e China prometem reforçar laços face a ameaças ao multilateralismo

Espanha e China prometem reforçar laços face a ameaças ao multilateralismo Espanha e China prometem reforçar laços face a ameaças ao multilateralismo

Espanha e China precisam intensificar a cooperação para salvaguardar o multilateralismo, destacou o primeiro‑ministro espanhol Pedro Sánchez, nesta terça‑feira, após encontro com o presidente chinês Xi Jinping, que alertou para o “desmoronamento” da ordem internacional.

A visita de Sánchez a Pequim, de 11 a 15 de abril, decorre num contexto em que governos ocidentais procuram melhorar relações com a China, apesar das persistentes tensões comerciais e de segurança e da crescente inquietação sobre as políticas adoptadas pelos Estados Unidos.

Ele segue a sequência de visitas de lideranças do Reino Unido, Canadá, Finlândia e Irlanda ao país este ano.

Reação de Xi Jinping
Durante a reunião, Xi reiterou que a ordem internacional está a “desmoronar‑se” e que aprofundar os laços bilaterais beneficia tanto a China como a Espanha, consoante informação difundida pelos meios de comunicação.

Posicionamento da Espanha
Lisgo tem defendido a expansão do comércio e a perceção da China como aliado estratégico, contrastando com a visão de rival económico e geopolítico promovida pelos Estados‑ Unidos.

Pedidos de Sánchez
O chefe de Governo espanhol solicitou à segunda maior economia mundial que assuma maior protagonismo em áreas como alterações climáticas, segurança, defesa e combate à desigualdade, argumentando que os Estados‑ Unidos têm‑se retraído nessas frentes.

Acordos comerciais anunciados
Em banca‑de‑câmara, Sánchez informou que Pequim aceitou medidas destinadas a reduzir o défice comercial da Espanha, que ronda os Kz 50 mil milhões. Anunciou ainda que, ainda nesta terça‑feira, assinaria vários acordos com o primeiro‑ministro chinês Li Qiang, entre os quais a ampliação do acesso dos produtos agrícolas espanhóis ao mercado chines e a melhoria das modalidades de transporte e infraestrutura entre os dois países, sem revelar pormenores adicionais.

Fonte: Reuters

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