BNA e BFA foram as principais entidades na aquisição de divisas pelo Tesouro Nacional durante o primeiro trimestre de 2026, reforçando a liquidez externa do Estado Angolano.
Operação de compra de divisas
No período entre janeiro e março de 2026, o Banco Nacional de Angola (BNA) e a Bolsa de Futuros de Angola (BFA) compraram, conjuntamente, a maior parte das divisas requisitadas pelo Tesouro. Os registos indicam que confiaram mais de Kz 5 mil milhões em moedas estrangeiras, predominando o euro e o dólar norte‑americano.
Distribuição entre intervenientes
A participação do BNA ascendia a cerca de 62 % do volume total, enquanto a BFA respondeu por aproximadamente 35 %. As restantes 3 % foram distribuídas entre operadores privados. Esta division revela a centralidade das duas instituições na política cambial do país.
Repercussões no mercado de câmbio
A compra maciça de divisas contribuiu para
→ estabilizar o tipo de câmbio oficial, limitando oscilações excessivas;
→ apoiar a cobertura de obrigações externas do Governo, nomeadamente os pagamentos de servicos da dívida e importações críticas;
→ preservar reservas internacionais, que se mantiveram em níveis superiores a Kz 10 mil milhões no final do trimestre.
Implicações para a economia angolana
A intervenção reforçada do BNA e da BFA sinaliza uma estratégia de contenção da volatilidade cambial num contexto de preços globais de energia voláteis. Mantém-se a confiança dos investidores quanto à capacidade do Estado de garantir liquidez externa, fator essencial para a certificação de crédito e a atração de investimento estrangeiro direto.
A monitorização desses fluxos será crucial nas próximas reuniões do Conselho de Política Monetária, especialmente se evoluções económicas globais influírem na oferta e demanda de divisas.
Fonte: Comunicado oficial do Banco Nacional de Angola
