Prédio da última apresentação dos Beatles sobretudo transformado em museu de sete pisos em Londres

Prédio da última apresentação dos Beatles sobretudo transformado em museu de sete pisos em Londres Prédio da última apresentação dos Beatles sobretudo transformado em museu de sete pisos em Londres

O icónico edifício onde os Beatles fizeram a última performance pública será inaugurado como museu em 2027, oferecendo aos visitantes uma crítica viagem pelos sete andares onde se concretizou a fase final da sua carreira.

Considerada a maior banda de rock da história, os Beatles recebem um novo espaço expositivo no endereço 3 Savile Row, em Londres, com abertura prevista para 2027. O edifício, classificado como património histórico, albergará peças que marcaram a trajectória do quarteto e revelará documentos de arquivo ainda inéditos. Entre 1968 e 1970, os músicos utilizaram a Savile Row como base principal, gravando no seu porão o álbum “Let It Be”, o último disco do grupo.

Paul McCartney comentou à BBC que os turistas visitam a Abbey Road, mas não podem aceder ao interior do prédio. “As fotografias na passada de pedestres criam confusão no trânsito; abrir um museu é, portanto, uma ideia acertada”. Os visitantes iniciar‑se‑‑ão pelo rés‑do‑chão, onde poderão observar objetos e memorabilia, para depois subir pelos níveis superiores, culminando num acesso ao telhado onde poderão “fingir ser um Beatle”.

Além da oferta cultural, o museu contará com uma loja oficial de produtos licenciados, permitindo a compra de souvenirs. Os interessados podem inscrever‑se no site oficial de “The Beatles at 3 Savile Row”.

Importância histórica
O 3 Savile Row foi palco dos últimos trabalhos dos Beats e ampliou‑se como um dos locais mais emblemáticos da sua história. No telhado, em janeiro de 1969, Paul McCartney, John Lennon, George Harrison e Ringo Starr realizaram a última apresentação conjunta da banda. Segundo Michael Lindsay‑Hogg, diretor do registo histórico da atracção, Harrison e Starr quase abandonaram a performance, porém foram persuadidos por Lennon. O concerto, com duração de 42 minutos, foi interrompido pela polícia londrina a queixinhas de vizinhos incomodados com o volume.

Após a dissolução, o edifício permaneceu sob controlo dos Beatles até ser vendido em 1976. No passado ano, Tom Greene, CEO da Apple Records, sugeriu a reaproveitamento da propriedade por McCartney. “É uma iniciativa que tem muita energia e pretende mostrar o que os Beatles simbolizaram e o que o público espera de nós”, afirmou Paul, demonstrando entusiasmo pela equipa responsável pela nova oferta.

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *