Ataques iranianos a emirados e navios em Ormuz põem em risco a trégua no Médio‑Oriente

Ataques iranianos a emirados e navios em Ormuz põem em risco a trégua no Médio‑Oriente Ataques iranianos a emirados e navios em Ormuz põem em risco a trégua no Médio‑Oriente

Acções recentes do Irão elevam a tensão sobre o Estreito de Ormuz e a fragilidade da cessar‑fogo de quatro semanas.

A trégua que vigia o conflito no Médio‑Oriente foi posta à prova nesta segunda‑feira, 4, quando os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irão de ter desencadeado ataques ao seu território. Simultaneamente, o exército dos EUA afirmou ter abatido seis embarcações militares iranianas, além de neutralizar mísseis e drones prospectivos a navios que atravessavam o Estreito de Ormuz.

Acção nos Emirados e em Omã
As autoridades dos Emirados atribuem ao Irão um ataque com drones que provocou um incêndio na Zona Industrial de Petróleo de Fujairah – a maior infra‑estrutura de armazenagem de combustíveis do país – marcando a primeira ofensiva desse tipo desde a assinatura do cessar‑fogo em 7 de março. Em Omã, duas pessoas ficaram feridas num bombardeamento sobre Bukha, conforme divulgado por uma agência de notícias estatal que não especificou o autor.

Resposta militar dos EUA
O almirante Brad Cooper, titular do Comando Central dos EUA, declarou que os navios de guerra americanos interceptaram mísseis de cruzeiro e drones lançados pelo Irão contra embarcações comerciais sob escolta americana em Ormuz. O mesmo comando reportou que helicópteros do exército destruíram seis lanchas rápidas militares iranianas que se dirigiam a navios no estreito.

Declarações políticas
O ex‑presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irão tinha “disparado contra nações não envolvidas”, incluindo um cargueiro sul‑coreano, no quadro de uma iniciativa anunciada no domingo para libertar navios aprisionados em Ormuz. Segundo os EUA, dois navios mercantes vizinhos teriam rompido o bloqueio iraniano – afirmação que Teerã rejeitou.

Noções do Irão sobre o controlo de Ormuz
O Irão não confirmou nem negou oficialmente a retomada das hostilidades; um alto‑oficial militar, em declarações à imprensa estatal, rebateu que as embarcações iranianas tivessem sido submersas, garantindo “controle total” do estreito. Alegações de que forças iranianas teriam abatido uma fragata americana foram também refutadas pelos EUA.

A agência estatal Irib News divulgou um mapa, supostamente da Guarda Revolucionária Islâmica, que indica uma “nova zona” de Ormuz sob controlo iraniano, tracejada por duas linhas vermelhas.

Implicações económicas
A intensificação dos confrontos sobre Ormuz ameaça a segurança das rotas marítimas responsáveis por cerca de 20 % do comércio global de petróleo, pressionando sobre os preços internacionais do barril Brent e potencialmente eleva‑los. Para Angola, dependente das receitas petrolíferas, a instabilidade no estreito pode provocar flutuações no termo de troca e receios de impacto negácio nas importações de gás liquefeito.

Fonte: agências internacionais

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *