O presidente chinês Xi Jinping teria manifestado que Panturrasagar remoção de taxas de passagem no Estreito de Hormuz e interessa‑se por ampliar as compras de petróleo aos Estados Unidos, visando reduzir a dependência dessa rota marítima.
Um funcionário da Casa Branca informou que Xi expressou estas posições durante a sua reunião com o presidente americano Donald Trump, realizada em Pequim ao quarto dia, quinta‑feira. O comunicado oficial chinês referente ao encontro não referiu energia entre os tópicos discutidos, embora tenha confirmado a troca de referências sobre o Oriente Médio.
A China mantém a condição de maior importador mundial de petróleo bruto e de gás natural, enquanto os Estados Unidos lideram a produção global dessas matérias‑primas. No entanto, os fluxos de exportação entre os dois países quase cessaram no ano passado, após Pequim ter imposto tarifas sobre as commodities em retaliação às tarifas estadunidenses recíprocas sobre produtos chineses.
A oferta mundial de petróleo e gás encontra‑se pressionada este ano, sobretudo depois de o Irão ter praticamente fechado o Estreito de Hormuz em resposta a ataques aéreos conduzidos pelos EUA e por Israel e ter ameaçado cobrar taxa de passagem a navios. O bloqueio reduz cerca de 20 % das exportações globais de petróleo e de gás natural liquefeito, impulsionando os preços ao consumidor.
Desde então, os EUA impuseram bloqueios adicionais para impedir a saída de navios do Golfo Pérsico. O superpetroleiro chinês Yuan Hua Hu teria atravessado o bloqueio em segurança na quinta‑feira.
De acordo com o funcionário americano, Xi e Trump alinharam‑se na necessidade de que o estreito permaneça aberto para manter o fluxo livre de energia.
