Trump deixa a China referindo ‘acordos fantásticos’ e consenso sobre o Irão

Trump deixa a China referindo ‘acordos fantásticos’ e consenso sobre o Irão Trump deixa a China referindo ‘acordos fantásticos’ e consenso sobre o Irão

Trump afirma ter assinado “acordos fantásticos” com a China no último dia da visita
Na reunião bilateral com Xi Jinping, o ex‑presidente dos Estados Unidos não revelou detalhes, mas comentou importâncias nas áreas agrária, aeronáutica e inteligência artificial

Em seu último dia na China, Donald Trump declarou que chegou a “acordos fantásticos” com Pequim, sem especificar o seu conteúdo. O encontro, organizados em Zhongnanhai, incluiu um aperto de mãos com Xi Jinping, uma cerimónia do chá e um almoço antes de o americano regressar a Washington às 14h30 locais (3h30 de Brasília).

Contexto da visita e expectativas económicas
Trump chegou à China com a pretensão de fechar acordos nas áreas da agricultura, aviação e inteligência artificial, bem como de influenciar a dinâmica geopolítica na região do Oriente Médio, nomeadamente a guerra no Irão. Apesar das alegações de consenso sobre a situação no Irão, Xi não confirmou nem refutou as declarações do presidente norte‑americano.

Dinâmica das sessões bilaterais
No segundo dia de cúpula, Trump manteve um discurso de gratidão e evidenciou proximidade pessoal com Xi, enquanto o líder chinês enfatizou a cultura nacional e o simbolismo do recinto. No dia anterior, Trump descreveu Xi como “grande líder” e “amigo”; Xi, por sua vez, sugeriu que os dois países deveriam agir como “parceiros e não rivais”. Em bilaterais fechadas, Xi advertiu sobre possíveis consequências de uma administração equivocada da questão de Taiwan.

Declarações sobre os acordos comerciais
Trump alegou ter concluído acordos comerciais “excelentes para ambos os países”, acrescentando que “resolvemos muitos problemas que outros não conseguiram”. Xi qualificou a visita como “histórica” e afirmou que estabeleceu “uma nova relação bilateral, de estabilidade estratégica construtiva”. Nenhum detalhe concreto foi revelado.

Durante uma entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi se comprometeu a comprar 200 aeronaves da Boeing, uma medida que, se confirmada, significaria um aumento relevante nas exportações aeronáuticas dos EUA para a China. Pequim ainda não comentouse oficialmente. As ações da Boeing caíram após as declarações, indicando que o mercado esperava um compromisso maior. Trump também mencionou eventual interesse da China em petróleo e soja americanas.

Simbologia e precedentes do encontro
Zhongnanhai, complexo governamental murado desde a década de 1950, raramente abre as suas portas a líderes estrangeiros; Trump não a visitou na sua primeira viagem a Pequim em 2017. O local ficou internacionalmente conhecido pelo encontro entre Mao Tsé‑Tung e Richard Nixon em 1972, que marcou a reaproximação pós‑isolamento.

A visita de Trump incluiu uma caminhada curta pelos jardins de Zhongnanhai, onde comentou sobre a beleza das rosas e recebeu a promessa de envio de sementes por parte de Xi.

Fonte: Fox News

Visita de Trump a Pequim destaca nova fase nas relações EUA-China

Primeira cúpula presencial americana em nove anos enfatiza discurso conjunto sobre o Irão e concursos comerciais.

O presidente dos Estados Unidos chegou a Pequim a 14 de maio, iniciando a reunião com uma cerimónia no Grande Salão do Povo e um desfile de crianças e guardas de honra. Nos principais momentos, Trump desenvolveu a agenda com Xi Jinping, abordando, entre outros, a situação do Irão, o comércio e a questão de Taiwan.

Discussões sobre o Irão – Ambos os líderes declararam visão convergente: “queremos o fim da guerra, impedir armas nucleares e manter o estreito aberto”. Trump reiterou o convite a Xi para visitar Washington em setembro, enquanto Jefferson afirmou que a China poderia intensificar o controlo do fluxo de precursores químicos destinados ao fentanil no México.

Contextualização histórica e simbólica – Xi recebeu Trump em Zhongnanhai, local que serviu de residência a Mao Tsé‑Tung e a outros procuradores. O movimento foi descrito como retaliação à visita de Trump ao Mar‑a‑Lago em 2017. O presidente chinês evitou, no entanto, discussões profundas sobre Taiwan ou outros temas sensíveis antes de conceder prazo para discurso de Trump.

Comitiva americana – Junto a Trump, viajaram o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent, o secretário da Defesa Pete Hegseth e o chefe de gabinete adjunto Stephen Miller. Empresários de alto nível, como Eric Trump, Tim Cook (Apple), Jensen Huang (Nvidia) e Elon Musk (Tesla e SpaceX), integralizaram o grupamento, sinalizando interesse dos EUA em avançar acordos comerciais e de tecnologia. Até ao final da visita, o grau de progresso dessas negociações permanecia incerto.

Repercussões e expectativas – Pequim tem mantido postura reservada face a pedidos dos EUA para maior envolvimento no conflito iraniano, apesar de Trump afirmar que Xi se ofereceu a apoiar as suas conversas. Analistas destacam que, embora a retórica pontualmente otimista de Trump sobre a relação bilateral intime novidades, persistem obstáculos profundos nos domínios da soberania taiwanesa, segurança regional e fluxos ilícitos de drogas.

Os desenlaces dessas tratativas terão impacto direto nas perspetivas de investimento estrangeiro em Angola, especialmente nas áreas de energia e financiamento, uma vez que a estabilidade das grandes potências influencia o padrão de fluxos de capitais e a dinâmica dos mercados globais.

Fonte: comunicado de imprensa e cobertura média

Encontro entre Trump e Xi dura mais de duas horas e aborda tema de Taiwan e comércio

Líderes dos EUA e da China destacam necessidade de parceria, apesar de divergências sobre Taiwan e acordos comerciais

No Salão Nobre, o presidente dos Estados Unidos e o presidente chinês reuniram‑se durante pouco mais de duas horas, iniciando a conversa com alegações sobre a importância da relação bilateral. Trump salientou a proximidade pessoal, afirmando que “é uma honra ser seu amigo”. Xi pediu que os dois países fossem “parceiros, e não adversários”.

Divergências sobre Taiwan – O líder chinês avisou que a questão de Taiwan, que Pequim considera parte integrante do seu território, poderia desencadear um conflito, segundo comunicado da Xinhua.

Temas debatidos – O resumo da Casa Branca indica que os líderes trataram de fentanil, acesso de empresas americanas ao mercado chinês, investimentos chineses nos EUA e compras chinesas de produtos agrícolas americanos. Também foram abordadas as tensões no Irão, no Estrangue de Ormuz, a situação da Ucrânia e a Península Coreia, sem maiores detalhes fornecidos pela Xinhua.

Licenças de exportação de carne – Enquanto a reunião ocorria, Pequim aprovou licenças para centenas de frigoríficos americanos exportarem carne bovina ao mercado chinês, de acordo com a alfândega chinesa. As licenças haviam expirado após a imposição das tarifas iniciais por Trump.

Reação empresarial americana – A delegação de empresários dos EUA nasceu otimista após a primeira reunião; ao ser questionado sobre os resultados, Elon Musk resumiu que “muitas coisas boas” foram conseguidas.

Visita ao Templo do Céu – Após o encuentro, Trump e Xi deslocaram‑se ao Templo do Céu, complexo sagrado usado por imperadores desde o século XII para rezar por boas colheitas. Xi aproveitou o cenário histórico para enfatizar a “filosofia da civilização chinesa centrada no povo”, segundo comunicado oficial da China.

Comentários de Trump – O presidente norte‑americano descreveu o local como “ótimo, lugar incrível, a China é linda”, recusando‑se a responder a perguntas sobre Taiwan.

Banquete de Estado – No Grande Salão do Povo, Xi organizou um jantar formal para a delegação estadunidense. Ambos proferiram discursos; Trump convidou Xi para visitar a Casa Branca em 24 de setembro. O cardápio combinou pratos chineses como pato assado e pãezinhos de porco com opções internacionais, incluindo lagosta em sopa de tomate e salmão ao molho de mostarda, concluindo com tiramisù, frutas e gelado.

Fonte: Xinhua e comunicação da Casa Branca

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