Companhia aérea nacional enquadra o resultado num contexto de modernização da frota, transição aeroportuária e recuperação de sistemas após ciberataque. Administração classifica 2025 como início de novo ciclo de transformação.
A TAAG registou um resultado líquido negativo de 144,6 milhões de dólares no exercício de 2025, num contexto marcado por múltiplos factores de pressão operacional e financeira.
A companhia aérea nacional enquadrou o desempenho num momento que a Administração classificou como o início de um novo ciclo de transformação, reorganização operacional e reforço da sustentabilidade da transportadora.
O que explica o resultado
A Administração da TAAG identificou um conjunto de factores que condicionaram os resultados do exercício:
Modernização da frota e reforço da capacidade técnica, com os custos associados à renovação da frota a pesar nos resultados de curto prazo. Investimentos operacionais associados à transição aeroportuária, num ano marcado pela mudança para o novo Aeroporto Internacional de Luanda. Recuperação de sistemas afectados pelo ciberataque que atingiu a companhia. Implementação de medidas estruturantes de transformação interna.
A estes factores internos somaram-se as pressões externas que continuam a afectar a aviação civil mundial: aumento da pressão sobre os custos operacionais, volatilidade dos preços do combustível, limitações globais no fornecimento de aeronaves e componentes, exigências regulatórias cada vez mais rigorosas e constrangimentos operacionais que afectam várias companhias aéreas internacionais.
A leitura da Administração
Segundo a Administração, estes factores exercem impacto directo sobre os custos, os processos de manutenção, a disponibilidade técnica das aeronaves e os resultados financeiros da companhia — particularmente em mercados africanos em processo de expansão e modernização.
Apesar do resultado negativo, a TAAG considera que 2025 representou um ano de estabilização operacional, reorganização interna e implementação de medidas estruturantes destinadas a reforçar a segurança operacional, a eficiência, a conectividade e a sustentabilidade da companhia.
O que esperar em 2026
A Administração sublinhou que 2026 deverá marcar uma nova etapa para a transportadora, assente no reforço da disciplina operacional, da exigência interna e da consolidação do processo de modernização em curso.
A concretização desta perspectiva dependerá da estabilização dos custos operacionais, da conclusão do processo de modernização da frota e da capacidade da companhia em traduzir as medidas estruturantes implementadas em 2025 em melhoria efectiva dos resultados financeiros.
Fonte: Aviação de Angola
