António Dinis Mendes falou num Media Breakfast em Luanda sobre o papel do capital estratégico do Golfo no financiamento do turismo angolano e defendeu que lodges no Namibe, no Iona ou em Okavango-Zambeze podem arrancar sem esperar por infra-estruturas de base.
O CEO do African Bank of Oman, António Dinis Mendes, defendeu esta terça-feira, 16 de Junho, em Luanda, que o turismo de nicho em Angola pode começar de imediato, sem depender da construção de estradas ou de infra-estruturas pesadas. A declaração foi feita durante um Media Breakfast subordinado ao tema “Capital paciente do Golfo: financiar a próxima fronteira do turismo angolano”.
“O turismo de nicho pode começar já hoje, porque não precisa de estradas, basta acesso aéreo a lodges na costa do Namibe, no Iona ou em Okavango-Zambeze. O turismo de massa vem depois, à medida que a infra-estrutura de base for financiada e construída. Começa-se pelo que é possível hoje e prepara-se o que será possível amanhã”, afirmou o responsável.
António Dinis Mendes identificou quatro necessidades essenciais do turista: chegar, deslocar-se, ter onde ficar e ter acesso a água e energia. Na sua avaliação, estes elementos faltam ainda em Angola, o que condiciona o desenvolvimento do turismo de massa, mas não impede o arranque do segmento de nicho.
O CEO recordou que o turismo representa actualmente cerca de 10% da economia mundial, tendo atingido em 2024 aproximadamente 10,9 biliões de dólares, e sustenta um em cada dez empregos no planeta. Para Angola, cuja economia depende fortemente do petróleo, o sector é apresentado como uma das formas mais promissoras de diversificação, capaz de gerar riqueza e emprego independentes do preço do barril.
O African Bank of Oman posiciona-se como plataforma financeira para facilitar fluxos de comércio e investimento entre Angola e o Médio Oriente, com foco em capital de longo prazo para sectores produtivos prioritários. O banco iniciou oficialmente a sua actividade a 31 de Março de 2026 e pretende desempenhar um papel no financiamento de projectos de grande dimensão, apoio ao comércio internacional e atracção de investimento estrangeiro, em particular do Golfo.
Fonte: Forbes África Lusófona
