Activo do BCH ultrapassa os 98 mil milhões de Kwanzas no 1.º trimestre de 2026

Activo do BCH ultrapassa os 98 mil milhões de Kwanzas no 1.º trimestre de 2026 Activo do BCH ultrapassa os 98 mil milhões de Kwanzas no 1.º trimestre de 2026

O Banco Comercial do Huambo (BCH) registou, no primeiro trimestre de 2026, um activo total de Kz 98,06 mil milhões, marcando um crescimento acumulado de 37,8 % nos últimos dois anos.

Crescimento do activo
O Balancete Trimestral de 1 de Janeiro a 31 de março de 2026, divulgado no sítio oficial do banco, indica que o activo subiu de Kz 71,16 mil milhões em março de 2024 para além de Kz 98 mil milhões, representando um acréscimo absoluto próximo de Kz 27 mil milhões.

Expansão da carteira de títulos
A principal força desse aumento foi a carteira de Títulos e Valores Mobiliários, que passou de Kz 27,97 mil milhões em março de 2024 para Kz 64,64 mil milhões no primeiro trimestre de 2026 – um avanço de 131 % e responsável por 65,9 % do activo total.

Resultados operacionais
O exercício de 2025 encerrou‑se com um resultado operacional de -Kz 13,61 mil milhões, o mais negativo no período analisado. Contudo, o 1.º trimestre de 2026 trouxe uma melhoria, reduzindo‑se o prejuízo para -Kz 3,72 mil milhões, uma recuperação de quase Kz 10 mil milhões face ao débito inicial do ano.

Depósitos de clientes e fundação patrimonial
Os Depósitos de Clientes cresceram de Kz 23,35 mil milhões em março de 2024 para Kz 32,46 mil milhões no início de 2026, embora apresentem uma ligeira contração de 6,7 % face ao final de 2025. Os Fundos Próprios ampliaram‑se de Kz 44,18 mil milhões para Kz 58,26 mil milhões no mesmo período, reforçando a solidez da instituição. O Capital Social manteve‑se constante (Kz 20 mil milhões), indicando que a capitalização decorre da retenção de lucros e não de novas emissões.

Perfil e missão do BCH
O BCH, banco regional de capital 100 % angolano, tem cinco sócios fundadores – Natalino Lavrador, Sebastião Lavrador, Minoru Dondo, António Mosquito e Carlos Oliveira – e opera com seis agências (uma no Huambo e cinco em Luanda). Sob supervisão do Banco Nacional de Angola (BNA), foca‑se no apoio a micro, pequenas e médias empresas, sobretudo nas regiões centro e sul, com especial atenção ao segmento agroindustrial.

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