A Galp Energia registou uma margem de refinação de 14,8 dólares por barril no primeiro trimestre de 2026, mais do dobro dos 6,9 dólares alcançados no final de 2025, impulsionada pela instabilidade no Médio Oriente e pelas restrições no estreito de Ormuz.
Expansão da margem de refinação
Entre janeiro e março, a empresa capitalizou o incremento global dos preços e a limitação da oferta de petróleo e produtos refinados, num contexto marcado pela guerra na região do Golfo Pérsico. Este resultado corresponde ao segundo melhor desempenho já registado pela Galp na refinação, ficando atrás apenas do pico de 2022, ocorrido após a origem da invasão russa à Ucrânia.
Factores que impulsionam as margens
As margens de refinação – indicador da rentabilidade na transformação do crude em combustíveis como gasolina ou gasóleo – tendem a subir em períodos de escassez de oferta, como o atual, quando os níveis de abastecimento estão constrangidos.
Impacto da crise no Médio Oriente
A actual crise no Médio Oriente evidenciou, mais uma vez, a dependência energética europeia das importações, particularmente no caso do gasóleo, cuja produção continental não cobre o consumo interno.
Posicionamento da Galp no mercado global
Com estes elementos, a Galp figura entre as empresas que mais beneficiaram da conjuntura internacional, contrastando com momentos de pressão passada, como a pandemia de 2020, quando chegou a aventar margens negativas.
Participação da Sonangol
A Sonangol detém participação indirecta na Galp através da holding Esperaza/Amorim Energia, nível visto como estratégico pela petrolífera angolana, que pretende preservar essa posição. Desta forma, a Sonangol mantém-se um acionista relevante da empresa portuguesa.
