Banco Comercial Angolano registra ativo total de Kz 178,55 mil milhões, alta de 6,4% e prejuízo recua 75,4% em relação ao último trimestre de 2025.
O BCA concluiu o primeiro trimestre de 2026 com ativos totais de Kz 178,55 mil milhões, superior em 6,4% aos Kz 167,77 mil milhões observados no início do exercício. O prejuízo fiscal reduziu‑se para Kz 2,52 mil milhões, melhoria de 75,4% face ao déficit de Kz 10,26 mil milhões registado no fim de 2025.
Ativo‑tipeiro
As Aplicações em Bancos Centrais e Outras Instituições de Crédito saltaram de Kz 32,36 para Kz 44,07 mil milhões (+36,2%). A Caixa e Disponibilidades aumentou de Kz 29,33 para Kz 30,40 mil milhões e os Outros Ativos Fixos cresceram de Kz 7,39 para Kz 9,02 mil milhões (+22,1%). Em contraste, Títulos e Valores Mobiliários recuaram de Kz 67,59 para Kz 66,00 mil milhões, e o Crédito a Clientes diminuiu de Kz 29,08 para Kz 26,81 mil milhões (‑7,8%).
Resultado antes de impostos
O resultado antes de impostos avançou de –Kz 10,26 mil milhões para –Kz 2,52 mil milhões, contabilizando uma melhoria de Kz 7,74 mil milhões (75,4%). Este movemente indica que as acções de racionalização de custos e diversificação de receitas adoptadas pela administração estão a produzir efeitos tangíveis.
Passivo e captação
O passivo total subiu de Kz 114,35 para Kz 118,98 mil milhões (+4,0%). Os Recursos de Clientes expandiram‑se de Kz 99,64 para Kz 108,62 mil milhões (+9,0%), sinalizando robustez na captação de depósitos. Por outro lado, os Recursos de Bancos Centrais contraíram‑se de Kz 2,67 para Kz 0,66 mil milhões (‑75,3%), reduzindo a dependência de financiamento interbancário, enquanto os Outros Passivos diminuíram de Kz 11,04 para Kz 7,51 mil milhões (‑32,0%).
Capitalização
Os Fundos Próprios chegaram a Kz 57,05 mil milhões, comparado com Kz 43,15 mil milhões no início do período (+32,2%). O Capital Social manteve‑se estável em Kz 22,50 mil milhões, assim como as Reservas, que permanecem em Kz 21,63 mil milhares. Os Resultados Transitados apresentam déficit de Kz 14,02 mil milhões, refletindo o acumulado de perdas de exercícios anteriores.
Implicações
A evolução do ativo, o reforço da base de depósitos e a redução da dependência de recursos interbancários indicam uma trajectória de estabilização para o BCA. Mantendo‑se a tendência de contenção de custos e diversificação de receitas, o banco tem condições de alcançar o ponto de equilíbrio operacional ainda em 2026, apoiando a solidez do sistema financeiro nacional.
Redação Líder
