Lançada em Luanda a rede nacional do Pacto Global, que já reúne 65 empresas comprometidas com transparência, sustentabilidade e boa governação.
A iniciativa, anunciada pela directora executiva para Angola, Eliana Santos, surge quatro anos após o início da sua construção. Atualmente, 65 empresas assinam os princípios do Pacto Global das Nações Unidas, cujo objetivo é reforçar a conduta empresarial nas áreas de direitos humanos, trabalho, meio ambiente e anticorrupção.
Estrutura e mecanismo de reportagem
As companhias aderentes deverão submeter anualmente, através de uma plataforma própria, relatórios de progresso que permitem verificar o cumprimento dos padrões internacionais. Segundo Santos, este procedimento aumenta a sustentabilidade das empresas e as alinha às exigências dos mercados internacionais.
Presença do sector financeiro
Os primeiros aderentes provêm essencialmente do sector financeiro. Entre eles destacam‑se o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Standard Bank Angola e o Banco de Fomento Angola (BFA), que lideraram o processo de adesão.
Contexto global e benefícios regionais
O Pacto Global reúne mais de 25 mil participantes em mais de 100 países, configurando‑se como a maior iniciativa mundial de sustentabilidade corporativa. Existindo atualmente 65 redes a nível global, dez delas localizas‑se em África. Com a rede raiz, Angola passa a integrar cerca de mil empresas africanas participantes, de acordo com Sanda Ojiambo, subsecretária‑geral das Nações Unidas e CEO do Pacto Global.
Próximos passos
As prioridades imediatas incluem a captação de novos aderentes e o lançamento de projectos alinhados às metas nacionais de desenvolvimento sustentável. A entidade pretende também promover programas de capacitação e intensificar a cooperação com redes de países lusófonos, nomeadamente Brasil, Portugal e Moçambique, reforçando a posição de Angola como referência regional em governação empresarial.
