TotalEnergies estende parceria em Angola: Bloco 32 garantido até 2043

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Á medida que termina 2024, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e a TotalEnergies subscreveram um Acordo de Princípios que assegura o desenvolvimento do Bloco 32 até 2043, reforçando a estabilidade e previsibilidade do sector petrolífero angolano.

Acordo e objectivos
O entendimento, fruto de diálogo entre as partes, evidencia o compromisso angolano com transparência, cooperação institucional e criação de um ambiente mais atrativo para investimentos em petróleo e gás.

Localização e perfil do bloco
O Bloco 32 situa‑se a cerca de 260 km da costa de Luanda, em águas com profundidades entre 1 400 e 2 000 metros. A produção iniciou‑se em 2018, mantendo‑se como um dos maiores produtores nacionais.

Consórcio e estrutura operativa
A TotalEnergies gere o bloco pelo hub de desenvolvimento Kaombo, liderando um consórcio que inclui Sonangol Pesquisa e Produção (30 %), Sinopec (20 %), ExxonMobil (15 %) e Etu Energias (5 %).

Desempenho produzido em 2024
Em 2024 a sigla registou crescimento de 2 % na sua produção, respondendo por 45 % da produção total de Angola. O volume médio conjunto nos blocos 17 e 32 foi de 493 mil barris por dia. Esses dois blocos apresentam custos de operação entre 6 dólares por barril, entre os mais baixos do país.

Contexto de produção nacional
No mesmo ano Angola registou uma média diária de 1 124 477 barris, 6,1 % superior à média de 2023, impulsionada principalmente pelos blocos 15, 15/06, 17 e 32.

Implicações estratégicas
A extensão do Bloco 32 até 2043 integra a estratégia mais ampla de Angola para travar o declínio da produção petrolífera. O acordo consolida uma parceria de longo prazo entre o Estado e a multinacional francesa, reforçando a confiança dos investidores e garantindo a continuidade dos fluxos de receita petrolífera para a economia nacional.

Fonte: Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

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