Jimmy Kimmel acusa a CBS de usar “números inventados” para justificar o fim de The Late Show com Stephen Colbert

Jimmy Kimmel acusa a CBS de usar “números inventados” para justificar o fim de The Late Show com Stephen Colbert Jimmy Kimmel acusa a CBS de usar “números inventados” para justificar o fim de The Late Show com Stephen Colbert

Apresentador culpa a emissora norte‑americana de manipular dados financeiros para encerrar o programa noturno de Stephen Colbert, enquanto o seu próprio futuro na televisão parece também incerto.

Jimmy Kimmel reiterou a crítica à CBS, afirmando que a rede recurrou a “números inventados” para legitimar a retirada de The Late Show with Stephen Colbert do ar, uma decisão oficialmente qualificada de “puramente financeira”. Em entrevista ao New York Magazine, o apresentador de Jimmy Kimmel Live! recordou a situação como profética para o seu próprio percurso televisivo: “De muitas formas, sinto que estou a olhar para o meu próprio futuro”.

Colbert fora desligado sob argumento de perdas financeiras
– A CBS alegou que The Late Show perdiam mais de Kz 40 mil milhões por ano (cerca de € 34 milhões).
– O programa foi suspenso após pedidos reiterados do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o seu encerramento.
– Paralelamente, a Paramount, empresa‑mãe da CBS, aguardava aprovação regulatória nos Estados‑Unidos para concluir a fusão com a Skydance Media, impulsionada por investidores multimilionários.

Kimmel põe em causa a explicação da rede
Kimmel questionou a coerência dos números apresentados: “Devo acreditar que, ao longo desses dois anos, começaram subitamente a perder 40 milhões de dólares por ano?”, lembrando que a CBS pretendia renovar o contrato de Colbert por cinco anos em 2023. Acrescentou ainda que lhe fora assegurado, de forma “bastante específica”, que o seu programa continua a gerar lucro para a ABC, apesar de regularmente registar audiências inferiores às de Colbert, mas ainda liderar o segmento de 18‑49 anos, crucial para os anunciantes.

Contratos e incertas perspetivas para Kimmel
Em dezembro, Kimmel assinou um contrato de limited‑duration de um só ano com a ABC, ao contrário dos habituais acordos de três anos. Quando indagado sobre a continuidade da sua carreira pós‑2027, respondeu que “tudo está tão turbulento”, sem descartar a possibilidade de reforma.

Conflitos constantes com a Casa Branca
A relação entre Kimmel e Donald Trump tem sido marcada por confrontos públicos. Tal como Colbert, Kimmel criticou o presidente e foi alvo de acusações por parte de figuras conservadoras. Em setembro, ao comentar a morte do ativista conservador Charlie Kirk, o humorista denunciou a tentativa do grupo MAGA de ligar o autor do crime à esquerda radical. A isto seguindo a intervenção do presidente da FCC, Brendan Carr, que sugeriu analisar se o programa permanecia no “interesse público”.

Suspensão e reinstalação do programa na ABC
A Disney‑ABC suspendeu Kimmel Live! por tempo indeterminado, medida celebra‑da por Trump na Truth Social com alegações de suposta “fraqueza” de audiências. A Casa Branca, através da conta oficial Rapid Response no X, classificou o presentador de “doente”. Uma semana depois, após ampla reação política e debate sobre liberdade de expressão, decidiu‑se reinstituir o programa.

Novos atritos após piada sobre a primeira‑dama
Em 23 de abril, Kimmel fez uma piada sobre Melania Trump durante o jantar da Asociación de Correspondentes da Casa Branca, provocando nova condenação de Trump e da própria primeira‑dama, bem como temores de motivar violência. O humorista reconheceu a gravidade no seu programa, lembrando o seu histórico de apoio a medidas de controlo de armas.

A situação ilustra a tensão entre media, interesses empresariais e pressões políticas nos EUA, refletindo possíveis reverberações nas práticas de avaliação de desempenho e estratégia de programação musicalmente territorializadas.
Fonte: New York Magazine

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