Taylor Swift submeteu três pedidos de registo de marca ao Escritório dos Estados Unidos de Patentes e Marcas (USPTO) através da TAS Rights Management, LLC, empresa cameruna em Nashville, Tennessee, criada em 2011 para administrar, proteger e licenciar a sua propriedade intelectual. A ação surge num contexto em que a artista tem sido alvo de múltiplas utilizações não autorizadas da sua imagem e da sua voz em conteúdos gerados por inteligência artificial.
Dois dos pedidos referem‑se a “sound marks”, categoria menos comum de marca registada que protege elementos sonoros distintivos. Nestes casos, Taylor Swift pretende assegurar direitos exclusivos sobre formações da sua própria voz, como “Olá, sou a Taylor Swift” e “Olá, sou a Taylor”.
O terceiro pedido versa sobre uma marca visual, descrevendo a artista a segurar uma guitarra cor‑de‑rosa com alças negras, vestir um fato multicolorido com detalhes prismáticos e botas, imagem que se associa às suas circunstâncias de performance mais recentes.
A cantora já possui mais de cinquenta marcas registadas vinculadas ao seu nome, evidenciando uma estratégia de controlo contínuo acerca da sua identidade e dos seus ativos criativos.
Taylor Swift tornou‑se um dos casos mais mediáticos dos riscos associados ao uso da inteligência artificial para reproduzir a identidade de figuras públicas sem consentimento. A sua imagem e voz têm aparecido em conteúdos não autorizados, desde chatbots a imagens explícitas disseminadas online. O tema ganhou notoriedade durante o ciclo eleitoral de 2024, quando o presidente Donald Trump encaminhou, via a rede Truth Social, imagens geradas por IA que falsas sugeriam apoio de Taylor Swift à sua candidatura, inclusive uma versão inspirada no icónico cartaz “Uncle Sam” com o texto que a artista supostamente convocava voto a favor de Trump (“Taylor wants you to vote for Donald Trump”). Subsequentemente, Trump publicou outras imagens acompanhadas do comentário “I accept !”.
Estimações da Forbes situam a fortuna de Taylor Swift em 2 mil mil milhões de dólares (dólares americanos), equivalentes a cerca de €1,71 mil mil milhões, sustentada principalmente pelas receitas da Eras Tour e pelo valor do seu catálogo musical.
