Pouco progresso nas negoclações com EUA sobre defesas antimísseis, afirma Zelensky

Pouco progresso nas negoclações com EUA sobre defesas antimísseis, afirma Zelensky Pouco progresso nas negoclações com EUA sobre defesas antimísseis, afirma Zelensky

25 de maio (Reuters) – O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, afirmou nesta segunda‑feira que a Ucrânia tem registado avanços limitados nas conversações com os Estados Unidos acerca da expansão da produção de sistemas de defesa antimíssil, simultaneamente a intensificar esforços junto da Europa para suprir a necessária capacidade.

“No decurso de bastante tempo não se verificou progresso nas discussões com os Estados Unidos sobre a ampliação da produção de mísseis antibalísticos”, declarou em seu discurso noturno transmitido por vídeo. “Estamos a acelerar a produção dos nossos próprios sistemas antibalísticos na Europa, em quantidades que nos permitam garantir a defesa adequada.”

Zelenskiy reiterou que a Ucrânia continua em contacto com Washington para definir modos de cooperação, salientando a importância estratégica da liderança norte‑americana. Agradeceu ainda ao presidente francês, Emmanuel Macron, pelo contributo ao desenvolvimento destes sistemas e reconheceu o apoio financeiro europeu como crucial para a aquisição de armamento.

“A Europa tem nos apoiado financeiramente; contudo, a liderança dos Estados Unidos permanece igualmente essencial. Hoje, essa mensagem é imprescindível”, enfatizou.

O presidente ucraniano destacou a necessidade de capitalizar a experiência tecnical norte‑americana, sublinhando que “resultados concretos são imprescindíveis”. Apontou igualmente para o eixo diplomático, exprimindo a expectativa de novas iniciativas com representantes da Casa Branca.

As iniciativas diplomáticas lideradas pelos EUA, que visavam avançar num acordo para encerrar o conflito de mais de quatro anos entre Rússia e Ucrânia, encontraram‑se estagnadas, com maior atenção voltada para as tensões com o Irão. Na semana passada, Zelenskiy sinalizou que aguardava novas propostas norte‑americanas para revitalizar as negociações.

Fonte: Reuters

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