Ministros das Finanças de 11 países exigem cessar‑fogo total na guerra entre Irã e Israel

Ministros das Finanças de 11 países exigem cessar‑fogo total na guerra entre Irã e Israel Ministros das Finanças de 11 países exigem cessar‑fogo total na guerra entre Irã e Israel

Washington, 15 de Abril (Reuters) – Onze ministros das Finanças, liderados pelo Reino Unido, solicitaram nesta quarta‑feira aos Estados‑Unidos, a Israel e ao Irã a implementação de um cessar‑fogo completo, advertindo que o conflito provocará pressões sobre a economia e os mercados globais, ainda que se pretenda uma resolução rápida.

A declaração conjunta surgiu um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduzir as previsões de crescimento económico mundial em causa da guerra. A assinatura contou com ministros da Austrália, Japão, Suécia, Holanda, Finlândia, Espanha, Noruega, Irlanda, Polónia e Nova Zelândia, além do Reino Unido.

O texto convidou “todas as partes” a cumprir integralmente o cessar‑fogo acordado no início deste mês, sublinhando a perda inaceitável de vidas causada pelo conflito.

“Um recrudescimento das hostilidades, a expansão do conflito ou a continuação das perturbações no Estreito de Ormuz representariam riscos adicionais graves para a segurança energética global, as cadeias de abastecimento e a estabilidade económica e financeira”, afirmaram os ministros.

“Mesmo com uma solução duradoura, os efeitos sobre o crescimento, a inflação e os mercados permanecerão”, acrescentaram, numa declaração emitida pelo governo do Reino Unido durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.

Cientes do aumento da dívida pública para apoiar famílias e empresas durante a pandemia de Covid‑19 e após a invasão da Ucrânia pela Rússia, os ministros comprometeram‑se a ser fiscalmente responsáveis com qualquer novo auxílio direcionado a quem necessita.

“Comprometemo‑nos a evitar, e instamos todos os países a evitar, medidas proteccionistas, inclusive controlos de exportação injustificados, estocagem e outras barreiras comerciais nas cadeias de supra‑alto dos hidro‑carbonetos e em setores igualmente afetados”, declararam as autoridades.

A Ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, que recentemente criticou a estratégia dos EUA na guerra com o Irã, manteve os apelos ao fim do conflito, sobretudo pela ausência de apoio de Londres.

“Um cessar‑fogo sustentado e a evitação de respostas impulsivas são cruciais para limitar os custos das famílias”, afirmou numa declaração própria nesta quarta‑feira.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou as críticas ao Governo britânico por não ter aderido ao conflito com o Irão, alegando ainda que o acordo comercial entre os dois países “poderá sempre ser revisto”.

O Primeiro‑Ministro britânico, Keir Starmer, declarou que não cederia à pressão de Trump para participar na guerra.

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