O Estado arrecadou 7,16 mil milhões de dólares com a venda de petróleo no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 10,18% face ao mesmo período do ano passado, anunciou o Governo angolano.
Os dados foram apresentados pelo secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Barroso, durante a divulgação do balanço do mercado petrolífero e gasífero relativo aos primeiros três meses do ano.
De acordo com o Barroso, o preço médio do crude de referência Brent crude situou-se nos 81,13 dólares por barril, refletindo um aumento de cerca de 27,3% face ao trimestre anterior e de 7,13% em termos homólogos.
No período em análise, Angola exportou cerca de 86,18 milhões de barris de petróleo bruto, avaliados em 7,16 mil milhões de dólares, o que corresponde a um preço médio de 83,05 dólares por barril. Ainda assim, o volume exportado registou uma quebra de 9,14% em relação ao último trimestre de 2025 e de 0,90% face ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da redução nos volumes, o valor das exportações aumentou 20,65% em comparação com o trimestre anterior, impulsionado pela subida dos preços internacionais.
A China manteve-se como o principal destino do petróleo angolano, absorvendo 55,63% das exportações. Seguiram-se a Índia (16,31%), a Indonésia (5,75%) e a França (4,17%).
Do total exportado, 20,14% correspondeu à quota da Sonangol, enquanto a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis representou 18,85%.
Entre as petrolíferas internacionais, destacaram-se a Azule Energy (14,53%), a TotalEnergies (11,69%), a Equinor (9,94%), a Esso (9,04%), além da SSI (7,67%) e da Cabgoc (5,76%).
No segmento do gás natural, Angola exportou cerca de 1,45 milhões de toneladas métricas no primeiro trimestre, sendo que o gás natural liquefeito (LNG) representou 85,51% do total.
Estas exportações geraram receitas de aproximadamente 920,58 milhões de dólares, um aumento de 11,29% face ao trimestre anterior e de 21,18% em comparação com o período homólogo.
Segundo José Barroso, o crescimento da receita resultou sobretudo da valorização do gás nos mercados internacionais.
O LNG angolano foi maioritariamente exportado para o continente asiático, com destaque para a Índia, que absorveu 61,52% do total, e para a Turquia, com 10,81%.
