Petróleo e gás geram mais de 8 mil milhões de dólares a Angola nos três primeiros meses de 2026

Petróleo e gás geram mais de 8 mil milhões de dólares a Angola nos três primeiros meses de 2026 Petróleo e gás geram mais de 8 mil milhões de dólares a Angola nos três primeiros meses de 2026

Receitas de petróleo bruto e gás natural ultrapassam os 8 mil milhões de dólares no primeiro trimestre, pese a queda nos volumes exportados.

Angola registrou receitas superiores a Kz 8 mil milhões de dólares com a exportação de petróleo bruto e gás natural entre janeiro e março de 2026, num período caracterizado por forte volatilidade nos preços internacionais. Os números foram divulgados pelo Secretário de Estado para o Petróleo e Gás, José Alexandre Barroso, durante a reunião de balanço setorial.

Exportação de petróleo bruto
→ Volumes: aproximadamente 86,18 milhões de barris → Valor: cerca de Kz 7,16 mil milhões de dólares → Preço médio: 83,05 dólares por barril. O volume exportado caiu 9,14 % face ao trimestre imediatamente anterior e 0,90 % ao mesmo período em 2025. Contudo, o valor das exportações avançou 20,65 % em relação ao trimestre anterior e 10,18 % comparado ao primeiro trimestre de 2025, impulsionado pelo aumento dos preços do barril.

Preços do Brent
→ Preço médio de 81,131 dólares por barril → Incremento de 27,31 % frente ao trimestre precedente e 7,13 % face ao trimestre homólogo de 2025.

Destinações do petróleo
A China manteve‑se como maior comprador, absorvendo 55,63 % do total emitido. Seguem‑se a Índia (16,31 %), Indonésia (5,75 %) e França (4,17 %).

Exportação de gás natural
→ Volume total: 1,45 milhões de toneladas métricas → Contribuição do Gás Natural Liquefeito (LNG): 85,51 % do total. O valor bruto das exportações de gás atingiu cerca de Kz 920,58 milhões de dólares, superior 11,29 % ao trimestre anterior e 21,18 % ao período homólogo de 2025.

Destinos do LNG
A maioria dos carregamentos atingiu o continente asiático, sendo a Índia a principal parceira (61,52 % do volume), seguida da Turquia (10,81 %).

Factores que influenciaram a volatilidade
A baixa nos preços resultou da tensão comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, da expectativa de aumento da produção da OPEP+ e da flexibilização gradual das sanções ao petróleo russo. Em contrapartida, pressões geopolíticas no Médio Oriente, ataques a infra‑estruturas energéticas na Rússia e no Cazaquistão, e interrupções no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20 % do fluxo mundial de petróleo, dimensionaram de forma significativa a alta dos preços.

Implicaçōes para a economia angolana
O crescimento do valor das exportações, apesar da retração dos volumes, reforça a importância da reserva cambial e a capacidade de financiamento externo. Contudo, a dependência da sobre oferta de petróleo sincronizada com oscilações de preço fora de controle sublinha a necessidade de acelerar a diversificação e desenvolver áreas de gás, crítica para a estratégia de descarbonização e estabilidade macroeconómica.

Fonte: Secretaria de Estado para o Petróleo e Gás

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