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O presidente dos Estados Unidos alterou a hierarquia de ameaças à segurança nacional, colocando cartéis de droga e gangues transnacionais acima de organizações terroristas como Al Qaeda e Estado Islâmico.
Na terça‑feira, 5 de maio, o presidente Donald Trump assinou um documento que redefine a política de contraterrorismo dos EUA. O texto eleva os cartéis de droga e as quadrilhas transnacionais ao topo das prioridades, relegando o terrorismo islamista e os grupos extremistas domésticos a posições secundárias.
Apresentação pública da estratégia
A nova orientação foi revelada na quarta‑feira, 6 de maio, por Sebastian Gorka, responsável da área de contraterrorismo no Conselho de Segurança Nacional. Gorka explicou que a ação governamental passará a concentrar‑se nas estruturas criminosas ligadas ao tráfico internacional de drogas, sobretudo nas Américas.
Estrutura da doutrina renovada
O documento reorganiza as ameaças em três blocos:
→ narcoterrorismo e facções transnacionais;
→ terrorismo islamista;
→ grupos extremistas domésticos.
São citadas, além dos cartéis, organizações anarquistas, movimentos antifascistas e grupos acusados de fomentar violência política.
Contexto da visita presidencial
A mudança surge na véspera do encontro entre Trump e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, agendado para quinta‑feira, 7 de maio, em Washington. O avanço do narcotráfico no continente americano e a problemática das facções latino‑americanas deverão integrar o diálogo bilateral.
Relação com políticas recentes
A nova diretriz consolida uma orientação já em desenvolvimento desde o regressar de Trump à Casa Branca. Nos últimos meses, os EUA intensificaram operações marítimas contra embarcações vinculadas ao tráfico e endureceram o discurso sobre segurança hemisférica. Em janeiro, o governo americano utilizou o combate ao narcotráfico como justificativa para a ofensiva que levou à queda de Nicolás Maduro na Venezuela.
Avaliação de ameaça
Segundo a Casa Branca, os cartéis constituem hoje uma ameaça equiparável à dos grupos terroristas tradicionais. O documento indica que, durante doze meses do governo de Joe Biden, o número de cidadãos americanos mortos em associações com drogas superou o total de militares EUA mortos em guerras desde 1945.
Continuidade no combate ao jihadismo
Apesar da nova prioridade, o combate ao jihadismo global permanece como objetivo operacional principal. O texto sustém ações contra Al Qaeda e remanescentes do Estado Islâmico, reconhecendo, porém, que o eixo estratégico principal passa agora pelo narcotráfico internacional.
Fonte: Casa Branca
